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Arboviroses são preocupação dos gestores municipais no início de 2019

Arboviroses são preocupação dos gestores municipais no início de 2019

Com o aumento de casos de Dengue e infestação do mosquito Aedes aegypti no estado de São Paulo, o COSEMS/SP demostrou, durante a primeira reunião de 2019 do Grupo Técnico Vigilância em Saúde (GTVS), com representação dos secretários municipais de Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), preocupações constantes relatadas por meio dos gestores municipais.

Números publicados (confira ao final da matéria as apresentações)
Não somente a Dengue, mas a Febre Amarela, Zika e Chikungunya vem crescendo nos últimos meses com a chegada do verão e começo da temporada de chuvas. O controle do mosquito Aedes aegypti, principal vetor de transmissão dessas doenças, é fundamental e diversas ações estão sendo realizadas nos municípios para evitar sua proliferação.

Somente em 2019, já são 3.234 casos notificados de Dengue no estado, com 610 confirmações. Chikungunya, Zika e Zika em gestantes apresentam: 52, 11 e duas notificações respectivamente, sem casos confirmados.

No ano passado (2018), os dados levantados pela Controladoria de Vigilância Epidemiológica (CVE), da SES-SP, mostram que a Dengue teve 13.758 casos confirmados, já Chikungunya finalizou 2018 com 382, seguido da Zika com 135, além de quatro casos de gestantes que contraíram Zika. Em relação à Febre Amarela, de dezembro de 2018 a janeiro de 2019, a região somente a região do Vale do Ribeira apresentou 12 casos em sua forma silvestre.

Grupo Técnico
Representantes realizaram a primeira reunião de 2019 do GT, no final de janeiro (29). Na ocasião, a pauta única discutida foi a ‘Atualização e informações sobre as arboviroses urbanas e silvestres do Estado de São Paulo’. O GT debate constantemente o tema e, durante a próxima reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), trará encaminhamentos sobre a situação das arboviroses no estado.

Seguem abaixo o relato do encontro:

Disponibilidade de kits diagnósticos para dengue
O COSEMS/SP obteve informações de que vários municípios do estado estão vivenciando, neste começo de ano, maior ocorrência de notificações de Dengue em relação ao ano passado e há interrupção na entrega de Kits diagnósticos pelo Ministério da Saúde (MS). As compras realizadas pela SES-SP serão insuficientes para atender à necessidade de confirmação laboratorial. Neste sentido, o COSEMS/SP propôs que se aprove na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), de fevereiro, ofício bipartite à Secretaria de Vigilância em Saúde do MS solicitando solução a este problema.

Apesar de reconhecermos a iniciativa da SES-SP na compra emergencial de 100 kits para sorologia de dengue em 2018 e mais 150 kits agora em janeiro de 2019, alertamos que a medida proposta de interromper a coleta laboratorial nos municípios, que já tem a confirmação da circulação do vírus da Dengue, não atende os critérios técnicos pactuados em CIB, no documento ‘Diretrizes para a Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas no Estado de São Paulo’, como também a orientação de manutenção das coletas para os casos graves e óbitos.

Além disto, a interrupção precoce da confirmação laboratorial para Dengue, ou seja, a sua substituição pelo critério clínico epidemiológico dificultará o diagnóstico diferencial com as outras arboviroses urbanas (Chikungunya e Zika Virus), tendo como consequência a possibilidade de acompanhamentos e tratamentos equivocados, impossibilitando também o monitoramento da transmissão do vírus Chikungunya nos municípios.

Na reunião, foi informado também que, desde o final de dezembro passado, o Instituto Adolfo Lutz (IAL) não tem mais kits para diagnóstico de Chikungunya e sem previsão de retorno da realização do exame.

Possibilidade de repasse/ajuda financeira aos municípios para apoiar atividades de controle ao Aedes
O COSEMS/SP esclarece que tem ciência de que esta atividade é da responsabilidade da gestão municipal, porém, entende que a solicitação em questão ao estado tem o sentido de apoio para intensificar o trabalho dos municípios. E a solicitação de ajuda financeira seria em caráter pontual, no período de maior sazonalidade das arboviroses urbanas, para uma atividade de caráter preventivo e/ou de bloqueio de casos quando nas situações de aumento do número de casos confirmados, principalmente oportunizando o trabalho aos sábados. Existem municípios que já estão em situação de grande número de casos, o que justificaria também o recurso para mitigação do problema.

No final da discussão, foi apresentada situação de não haver aporte orçamentário e financeiro para tal, por parte da SES-SP. A proposta é de criar um grupo específico para discutir este tópico para anos seguintes.

Disponibilidade de vacinação contra Febre Amarela
O COSEMS/SP destacou preocupação com a situação atual dos municípios da Região do Vale do Ribeira, em particular, com o acesso à vacinação, considerando a existência de grupos populacionais (quilombolas) que vivem em situação de isolamento. Foi informado que se buscou a ajuda do ITESP para apoiar os municípios no convencimento destes grupos na aceitação da vacina.

Com relação às baixas coberturas da vacina contra febre amarela apontadas na resposta ao COSEMS/SP, provavelmente por falta de registro no SI PNI, pactuou-se a composição de um grupo bipartite para analisar as coberturas vacinais das diferentes vacinas no estado.

Rede de Atenção para possível aumento de casos de Chikungunya
Na reunião foi pactuado colocar em funcionamento a Sala de Situação Estadual para pautar a discussão da atenção a casos de Chikungunya uma vez que, até o momento, só é realizada quando ocorre reunião da Sala de Situação Nacional. Combinou-se então na Sala Estadual a participação a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), além das áreas da Vigilância. Também foi debatida a necessidade do estado em apoiar os municípios na disponibilização de mais leitos de internação nos hospitais sob gestão do estado, visto a gravidade dos casos que estão sendo observadas e aumento de internações já em janeiro.

Testes rápidos para triagem de casos de Dengue, Chikungunya e Zika Virus
O COSEMS/SP ressaltou preocupação com o fato de alguns testes estarem próximo de vencimento e de poucos municípios (dos que receberam os testes, em torno de 40) terem feito uso dos mesmos e de considerarmos que este assunto é de responsabilidade municipal e estadual. Pactuou-se a elaboração de um documento bipartite para orientar os municípios no descarte de testes com vencimento a curto prazo.

Vigilância Laboratorial e Monitoramento Viral
Diante da presença da circulação comprovada do Vírus tipo 2 da Dengue em vários municípios e da informação de que os casos costumam evoluir com maior gravidade foi questionado ao IAL quanto aos estudos do genótipo do vírus DEN 2 em circulação no estado, visto a preocupação com genótipos mais virulentos e com potencial epidêmico. O Instituto respondeu que não foi feito estudo sobre essa questão.

Atualização das informações da ocorrência das arboviroses
Apesar da CCD ter repassado ao COSEMS/SP apresentações sobre dados epidemiológicos das quatro arboviroses (anexos), com relação à notificações, casos confirmados e infestação larvária, não houve tempo para discussão. Estas apresentações serão feitas nas reuniões de fevereiro (CT e CIB).

Apresentações
– Arboviroses urbanas Dengue, chikungunya e Zika Estado de São Paulo – APRESENTAÇÃO DADOS_ESP_SNCC (1)
– Avaliação Densidade Larvária Índice Predial – IP realizado pela Sucen – LIRA 2018_COSEMS 21012019 (1)LIRA 2018_COSEMS 21012019 (1)
– Situação epidemiológica da Dengue, regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto – Edição VC dengue no ESP araçatuba e rio preto (1)
– Vigilância da Febre Amarela no estado de São Paulo, web-conferência do Ministério da Saúde – WEB_MS_FA_21.01.2019 (1)

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