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A mortalidade materna e infantil reflete a qualidade da assistência à saúde e o compromisso com a saúde da mulher. Esses indicadores impactam principalmente mulheres de baixa renda e escolaridade, especialmente nas periferias. Para prevenir a morte materna, é essencial adotar medidas para melhorar as condições socioeconômicas dessas mulheres, com foco na elevação de renda e escolaridade. Além disso, é fundamental investir na formação de profissionais de saúde, garantir o acesso ao pré natal, partos seguros e organizar sistemas de referência eficazes para atendimento a emergências obstétricas, entre outras ações. Essas medidas exigem um esforço coordenado e abrangente para promover uma transformação efetiva no modelo assistencial obstétrico, que tem mostrado deficiências, como evidenciado pelo elevado número de óbitos evitáveis com uma assistência adequada ao pré-natal e ao atendimento hospitalar. O Comitê de Mortalidade Materna e Infantil (CMMI) analisa os óbitos maternos e infantis, suas causas e propõe intervenções para reduzir esses indicadores, além de refletir sobre a morbidade materna e perinatal e as condições de vida e saúde das mulheres. Ele também avalia o acesso aos serviços de saúde e é um importante indicador da eficácia da assistência obstétrica e das desigualdades no território. O comitê segue essa abordagem, com equipe multiprofissional que trabalha de forma confidencial para estudar os óbitos e recomendar ações visando a redução da mortalidade no município.
O Comitê de Mortalidade Materna e Infantil de Franco da Rocha tem como objetivo analisar e reduzir os casos de óbitos maternos e infantis no município, promovendo ações que assegurem melhores condições de saúde para gestantes, mães e crianças. O comitê reúne profissionais de diversas áreas da saúde, gestores e representantes da sociedade civil para identificar as causas dos óbitos, propor soluções e monitorar a implementação de políticas públicas de saúde. Entre suas ações estão o aprimoramento de protocolos do pré-natal e puericultura, a capacitação de profissionais de saúde, a promoção de campanhas educativas e o acompanhamento pós-parto. O comitê visa a integração de serviços, a qualificação do atendimento e o fortalecimento da rede de apoio à saúde da mulher e da criança, com o intuito de garantir a redução das taxas de mortalidade e promover uma assistência mais humanizada e eficiente.
A metodologia adotada pelo Comitê de Mortalidade Materna e Infantil (CMMI) de Franco da Rocha baseia-se em uma abordagem integradora e contínua, com foco na investigação detalhada de cada óbito materno e infantil. A primeira etapa consiste na análise minuciosa das fichas de investigações, dos prontuários médicos, com a colaboração da equipe multiprofissional, para identificar falhas nos processos assistenciais e as causas dos óbitos. A investigação busca entender desde o início da gestação até o momento do falecimento, permitindo a reconstrução do percurso de cuidados prestados. Com base nos resultados, são propostas ações corretivas direcionadas aos profissionais de saúde, além de melhorias nos protocolos de atendimento. As reuniões mensais do CMMI asseguram a constante atualização e aprimoramento das estratégias adotadas. Além disso, o comitê prioriza a capacitação contínua dos profissionais de saúde e a implementação de estratégias de comunicação eficazes com as comunidades, visando aumentar a adesão aos cuidados e o acesso a serviços especializados. A articulação entre os serviços de saúde, incluindo as unidades básicas, Estratégia Saúde da Família e Casa da Mulher, é fundamental para garantir a continuidade do cuidado. O monitoramento constante dos indicadores e a avaliação de políticas públicas focadas na saúde da mulher e da criança são essenciais para sustentar os avanços alcançados.
O Comitê de Mortalidade Materna e Infantil (CMMI) de Franco da Rocha tem demonstrado resultados significativos na redução da mortalidade materna e infantil. Em 2024, após a implementação de uma estratégia com recomendações diretas aos profissionais de saúde e melhoria na qualidade dos dados coletados, houve uma redução expressiva nos índices de óbitos, com 1 óbito materno e 24 óbitos fetais/infantis, o menor valor registrado nos últimos anos. Comparado com o ano de 2021, onde município registrou 3 óbitos maternos e 49 óbitos fetais/infantis. Em 2022, foram 3 óbitos maternos e 35 óbitos fetais/infantis. Em 2023, os números mantiveram-se estáveis, com 3 óbitos maternos e 42 óbitos fetais/infantis. Essa redução é resultado das ações do CMMI, que incluem reuniões mensais para discutir protocolos e falhas no atendimento, além da priorização de ações corretivas direcionadas aos profissionais. Para garantir a sustentabilidade dos avanços, é fundamental continuar investindo na melhoria da comunicação entre os serviços de saúde, na implementação de protocolos de atendimento mais rigorosos e na garantia da continuidade do cuidado, especialmente para gestantes e crianças. A redução da mortalidade materna e infantil é um indicador crucial das condições de saúde e da qualidade de vida de uma população, e os resultados obtidos em Franco da Rocha demonstram a importância de ações coordenadas e eficazes nesse sentido.
As estratégias adotadas em Franco da Rocha para reduzir a mortalidade materna e infantil foram fundamentais para os avanços registrados, com a redução de mortes maternas e óbitos fetais e infantis, alcançando os menores índices dos últimos cinco anos em 2024. A atuação do CMMI, que integrou diversos serviços de saúde e capacitou profissionais da rede pública e privada, foi crucial para identificar falhas assistenciais e propor melhorias. A investigação sistemática de cada óbito, com análise detalhada dos cuidados desde a gestação até o falecimento, possibilitou a reconstrução das causas e a implementação de ações corretivas e preventivas eficazes. A articulação entre os serviços de saúde, com o apoio de agentes comunitários e equipes multidisciplinares, foi decisiva no monitoramento da saúde das gestantes. A redução da mortalidade reflete não apenas melhorias técnicas, mas também políticas públicas focadas na saúde da mulher e da criança. Contudo, é essencial continuar o fortalecimento dos serviços, capacitação dos profissionais e ampliação do acesso a cuidados especializados.
Redução, Mortalidade Materna, Mortalidade Infantil
ANA PAOLA MANDRI, DEISE GOMES CRUZ