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A vacinação é uma importante estratégia de Saúde Pública, sendo uma das medidas mais eficazes contra considerável parcela de doenças infecciosas e transmissíveis, sendo responsáveis por salvar milhões de vidas. Em países com altas coberturas vacinais, a maioria das doenças que eram responsáveis pelas mortes na infância praticamente desapareceram, o que torna favorável o crescimento e desenvolvimento saudável da criança. A não vacinação pode se dar pela hesitação dos pais em vacinar ou falta de registro de doses nos sistemas de informação por quaisquer motivos. A procura dos pais por vacinas em outras unidades de saúde pode fazer com que a ficha registro da unidade de origem fique desatualizada. Para o diagnóstico situacional das baixas coberturas no município, utilizamos o banco de dados de nascidos vivos (SINASC) para auxiliar na localização das crianças a fim de realizar a conferência dos registros bem como a busca ativa de não vacinados, localizando e corrigindo falhas que pudessem impactar nas coberturas vacinais.
– Utilizar o banco de dados de nascidos vivos do município (SINASC) para localizar e realizar busca ativa de não vacinados; – Realizar a conferência de digitação de doses de acordo com a idade do nascido vivo, segundo sistema e convocar para as vacinas não aplicadas em tempo oportuno.
A estratégia envolveu departamentos de atenção primária e vigilância a saúde, através da disponibilização do banco de dados de nascidos vivos do ano de 2023. A partir dos dados do banco, foi realizada a seleção de endereços da mãe informados na declaração de nascido vivo, sendo separados segundo área de abrangência por unidade de saúde. Foram excluídas mães que forneceram endereço não localizado no município. Os dados da mãe foram planilhados e enviados às unidades de saúde para busca ativa e conferência das doses aplicadas conforme faixa etária no sistema. Os dados de ficha espelho também foram conferidos e atualizados e as mães foram convocadas quando necessário. Simultaneamente foi realizada visita da coordenação de atenção primária para monitorar a digitação das doses, orientando a digitação no PEC com atualização do número SUS de cada criança. As unidades que digitavam no CDS foram reorientadas, passando então a realizar digitação corretamente além de registrar as doses em tempo real.
As ações estratégicas envolveram a organização dos fluxos de digitação das unidades, adotando registros no e-SUS PEC e a busca ativa dos faltosos com base no SINASC possibilitou a localização das crianças que ainda não haviam procurado as unidades de saúde. As justificativas foram desde a vacinação em serviços particulares até informações não fidedignas no momento da internação para o parto o que ocasionou na não localização de algumas crianças quando em visita ao endereço informado. Após a finalização do processo, pudemos observar que: – A cobertura da vacina BCG que em 2022 foi de 72%, passou em 2023 para 89%; – A cobertura da vacina Pentavalente em 2022 foi de 67%, passou em 2023 para 87%; – A cobertura da vacina Hepatite B que em 2022 foi de 58%, passou em 2023 para 85%; – A cobertura da vacina Pneumo 10v que em 2022 foi de 68%, passou em 2023 para 91%; – A cobertura da vacina Pólio que em 2022 foi de 67%, em 2023 passou para 88%; – A cobertura da vacina Rotavirus que em 2022 foi de 68%, em 2023 passou para 89%; – A cobertura da vacina Meningo C que em 2022 foi de 66%, passou em 2023 para 89%; – A cobertura da vacina febre amarela que em 2022 foi de 52%, em 2023 passou para 75%.
O banco de dados SINASC foi uma ferramenta importante para localizar mães cujas crianças estavam com vacinas em atraso e foram convocadas para atualizar as doses do seu bebê. O envolvimento de outros departamentos foi essencial para o sucesso do monitoramento e conferência dos dados de vacinação. A busca ativa de nascidos vivos minimiza atrasos ou não vacinação. O vínculo com os pais reforça a importância da vacinação e diminuem a hesitação vacinal. O conhecimento dos profissionais sobre o sistema pode reduzir falhas de registro de doses aplicadas. Após essa experiência é possível afirmar que falhas no registro de doses pode impactar nos índices de cobertura vacinal.
Atenção Básica, cobertura vacinal, imunização.
ANDREIA APARECIDA TAVARES BASTOS