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Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento, acima dos padrões de normalidade, dos níveis sanguíneos de glicose₁ A prevalência autorreferida de diabetes é de 7,5%, segundo a pesquisa nacional de saúde de 2014-2015₂ Em 1990, o Diabetes e doença renal ocupavam a 11° causa de morte por 100mil habitantes. Saltando para a 3° posição em 2017₃ A contagem de carboidratos é uma importante ferramenta nutricional no tratamento do DM e deve ser inserida no contexto de uma alimentação saudável. Tal método possibilita maior flexibilidade nas escolhas alimentares ₁ Com o aumento crescente no número de diabéticos no Brasil é essencial que se desenvolvam estratégias de cuidado eficientes na Atenção Primária a Saúde (APS), visando reduzir os gasto com hospitalizações e promover melhor qualidade de vida a esta população.
Desenvolver estratégia de cuidado na APS para usuários diagnosticados com diabetes mellitus. Identificar, os usuários que apresentam Hb1Ac dentro ou acima das metas recomendadas já no início do tratamento. Determinar o % de redução da Hb1Ac apresentada pelos usuários após 3 meses de acompanhamento nutricional.
A equipe médica e de enfermagem da UBS Vila Aurora identificou durante as consultas de rotina, os usuários diabéticos que desejavam o acompanhamento nutricional e os encaminhou à regulação da UBS, com guia de referência e contrarreferência, para agendando de consulta nutricional. Inicialmente, foram convocados 50 usuários diabéticos que desejavam realizar o acompanhamento nutricional na UBS, sendo os mesmos divididos em 5 grupos com 10 participantes cada. Esta convocação ocorreu, via mensagem de texto, no aplicativo WhatsApp. No atendimento coletivo, o método de contagem de carboidratos foi aconselhado. Os instrumentos utilizados foram: manual de contagem de carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e folheto explicativo. Posterior a este encontro, os retornos foram agendados em consulta nutricional individual. As consultas individuais seguiram por 3 meses, com frequência mensal ou bimestral, sendo ao final deste processo, solicitado novo exame laboratorial contendo Hb1Ac.
Inicialmente, foram agendados 50 usuários para os grupos, 35 (70%) compareceram. Para atingir a população total do estudo (46 usuários), outros 2 grupos foram realizados. Aconselha-se que, idosos com diabetes e função cognitiva, status funcional preservados e/ou comodidades não limitantes tenham alvos de Hb1Ac entre 7 e 7,5₄. Neste estudo, 22 (47,8%) eram idosos e destes 59,0% estavam com resultado de Hb1Ac superior a recomendação. Com relação a população adulta, recomenda-se a meta de Hb1Ac
Este estudo mostra a importância de se desenvolver estratégias de cuidado eficientes na APS e que esta ferramenta pode ser efetiva para o controle glicêmico dos usuários atendidos na UBS, já que grande parte dos usuários apresentaram redução na Hb1Ac. Importante destacar que, ações complementares poderiam ter sido implementadas como a ampliação do cuidado, incluindo a avaliação do pé diabético para todos os usuários e não somente aos que fazem uso de insulina e monitoramento dos demais exames de rastreio. A realização da Avaliação multidimensional da pessoa idosa (AMPI) não estava entre as metas, contudo sua aplicação foi indispensável para classificação do grau de fragilidade do idoso e assim poder classificar quanto a meta de Hb1Ac ideal.
atenção primária a saúde; diabete melitus
FLÁVIA DA SILVA MEDEIROS, TERESA DE ANDRADE MOREIRA