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O Programa Melhor em Casa, criado pelo Ministério da Saúde em 2011 é uma iniciativa que oferece cuidados multiprofissionais em saúde, com o intuito de ofertar uma assistência integral aos usuários assistidos pelo programa em seus próprios domicílios, promovendo uma abordagem mais próxima e humanizada do cuidado por alguma limitação temporária ou permanente que o usuário não consegue se deslocar até uma unidade de saúde. Entretanto, devido as diversas intercorrências do dia a dia, nem sempre o Assistente Social consegue realizar o atendimento de imediato, nesses casos, o teleatendimento se torna uma alternativa viável e eficaz para garantir que o suporte necessário continue a ser oferecido. A partir disso a comunicação com o familiar e/ou usuário torna-se uma ferramenta cada vez mais relevante. Essa modalidade de atendimento permite que os profissionais ofereçam suporte e orientação a indivíduos e comunidades de forma remota, podendo ser entendido como uma ferramenta para “desburocratizar a relação no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados”, conforme artigo 5, letra g do Código de Ética do/a Assistente Social (CFESS, 1993).
Propiciar através do teleatendimento um canal de comunicação efetiva e complementar entre profissionais e usuários assistidos, a humanização no atendimento, redução de internações e riscos trazendo qualidade de vida, afim de garantir continuidade no acompanhamento e efetividade dos encaminhamentos realizados.
Este trabalho foi realizado utilizando uma metodologia qualitativa, focando em casos de pacientes que estão registrados na área atendida pelo Programa Melhor em Casa, localizado na região do Capão Redondo. Os contatos foram realizados através de chamadas telefônicas e em algumas ocasiões por meio de conversas via aplicativo de WhatsApp.
Durante o período foi observado maior efetividade do acompanhamento. Familiares e paciente que recebiam contato regular da equipe, otimizando assim a gestão de casos e extensão de vínculo com os profissionais. A utilização desses meios pode acelerar o processo de avaliação e encaminhamento, permitindo que os assistentes sociais respondam mais rapidamente às demandas dos usuários.
Este estudo abordou a relevância do serviço social, no contexto da atenção básica, com foco no teleatendimento, como uma estratégia eficaz no cuidado da saúde e orientações. Ficando evidente que, apesar das limitações associadas ao formato virtual, o teleatendimento tem desempenhado um papel fundamental na diminuição de barreiras físicas e geográficas, permitindo que os indivíduos busquem suporte social de maneira mais acessível e rápida. Os contatos realizados demonstraram que muitos usuários, especialmente os que enfrentam questões relacionadas a benefícios e solicitações, encontraram no serviço social um ponto de apoio significativo, contribuindo para o monitoramento e a continuidade do processo. Conclui-se que, para além das limitações, o uso do teleatendimento é uma ferramenta promissora na promoção da saúde, especialmente no contexto da atenção básica. Ele proporciona um suporte importante àqueles que necessitam de apoio social, podendo ser um complemento essencial ao atendimento presencial. Por fim, a integração do serviço social com as tecnologias de comunicação revela-se uma estratégia inovadora que amplia o alcance do cuidado, tornando-o mais acessível, contínuo e adequado às necessidades da população.
EMAD, SERVIÇO SOCIAL, TELEATENDIMENTO
DEBORA PIRES MARQUES DA SILVA, GISELY BARROS DE LAU