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A APS é definida como o primeiro nível de atenção do SUS e, além de ser considerada a porta de entrada do usuário no sistema, possui caráter estruturante na coordenação do cuidado, sendo responsável por um conjunto de ações voltadas ao cuidado individual, familiar e coletivo do território que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvidas por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada. O acesso aos serviços de saúde, por si só, não garante uma prestação de cuidados de saúde eficiente, sendo necessário, para além das ações preventivas, promocionais e terapêuticas, considerar a forma como o cuidado é conduzido na APS. Dessa forma, ponderar sobre as dinâmicas do município, que implementam e executam essas ações, auxilia na formulação de estratégias para elaboração de Planos de Ação com objetivo de alcançar melhorias nos serviços de saúde do município1. Sob essa perspectiva, em 2022, a Secretaria Municipal de Saúde de Francisco Morato firmou uma parceria com o Instituto de Saúde a fim de aprimorar os serviços de saúde, especialmente aqueles relacionados à atenção básica, no município. A reorganização do processo de trabalho e o Protocolo de classificação de Risco na APS, se tornou prioridade no município a fim de garantir cuidado humanizado, resolutivo e eficaz na demanda do usuário.
Implantação do protocolo de classificação de risco na APS, com objetivo de instrumentalizar e qualificar os profissionais no acolhimento a demanda espontânea e priorizar os atendimentos, diminuindo o tempo de espera e, risco de agravamento do caso.
A implantação do protocolo de Classificação de risco se deu em fases. 1. Foi realizado junto ao Instituto de Saúde um estudo descritivo de avaliação do acesso dos usuários na APS, onde se identificou a fragilidade no acolhimento da demanda espontânea. 2 Diálogos nas reuniões mensais de equipe e reuniões técnicas sobre as metodologias a serem desenvolvidas. 3 Oficina Centralizada com representação das equipes técnicas das unidades de APS para formalização de consensos. 4 Simulação na rede, onde cada equipe se organizou de acordo com a realidade do seu território para melhor descrever a experiência. 5 Reunião de reavaliação, observado descrição do fluxo de trabalho adotado, pontos positivos observados, intercorrências que dificultaram o processo e avaliação sobre a aptidão da unidade para implantação definitiva. 6 Avaliação e ajustes finais. Formalização do protocolo e campanha de comunicação social.
O protocolo de Classificação de Risco foi implantado no Município de Francisco Morato e sua utilização iniciada a partir de Agosto/2024 nas treze unidades de Saúde da APS. Foram envolvidos no processo de capacitação profissionais enfermeiros, médicos, cirurgiões dentistas, técnicos e auxiliares de enfermagem agentes comunitários de saúde e profissionais administrativos. O acolhimento da demanda espontânea com a classificação de risco nas unidades está sendo realizada prioritariamente pelos profissionais Enfermeiros. No período de agosto a dezembro de 2024, foram realizados 12.945 acolhimentos com classificação de risco.
O uso da metodologia de classificação de risco na APS mostra-se um desafio para as equipes de saúde. Observa-se a necessidade constante de readequações de agendas e avaliações dos processos de trabalho. A classificação de risco por outro lado, traz um cenário melhor no manejo das necessidades dos usuários na busca de atendimento a saúde em tempo oportuno.
APS, acolhimento, classificação de risco
GEISA LOPES CUEVAS, ARIANE FAGUNDES