Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O processo de reterritorialização nas equipes de Saúde da Família (ESF) é uma estratégia fundamental para a melhoria da organização e da eficiência da atenção primária. Ele envolve a revisão e reorganização das áreas de atuação das equipes de saúde, com o objetivo de otimizar o atendimento à população e garantir que todos os moradores de uma determinada região tenham acesso contínuo e adequado aos cuidados de saúde. Uma das principais características desse processo é a redefinição dos territórios de abrangência de cada unidade básica de saúde, com base na análise do perfil epidemiológico da população, no perfil social e nas dimensões geográficas. Essa reorganização se fez necessária com a habilitação e implantação de 06 novas equipes de saúde da família no Município de Francisco Morato, o que permitiu às equipes atuarem de forma mais estratégica, priorizando áreas de maior demanda e levando em consideração as características específicas de cada território.
Aumentar o acesso e a equidade nos cuidados de saúde; Fortalecer a relação entre as equipes de saúde e a comunidade; Reorganizar demograficamente as equipes dentro do território; Facilitar o acesso geográfico; Melhorar a distribuição dos serviços de saúde.
O processo de reterritorialização ocorreu no Município de Francisco Morato no período de Junho a Novembro do ano de 2024. Foram realizadas reuniões entre a coordenação de atenção básica e os gestores das Unidades de Saúde da Família. A cidade conta a partir de Junho de 2024 com 13 Unidades compostas por 32 equipes, sendo 30 equipes de saúde da família e 02 equipes de atenção primária. Cada gestor local juntamente com sua equipe de agentes comunitários de saúde, analisou os dados demográficos e epidemiológicos para reorganização do seu território. Desta forma após remanejamento interno de cada uma das 13 unidades foi identificado pelas equipes a necessidade de discutir e avaliar a redistribuição do território nas regiões limítrofes entre as unidades. Para isto, foram realizadas 02 oficinas com representantes de trabalhadores de cada território e da coordenação da atenção básica. Nos casos em que as equipes não entraram em consenso para a reorganização entre os territórios, foi determinado pela coordenação da atenção básica a realização de plenária popular para decisão final de redistribuição das áreas.
No processo de reterritorialização na Atenção Primária à Saúde (APS), foram redistribuídas 58 ruas entre as 13 unidades de saúde da família. O trabalho dos agentes comunitários de saúde, assim como dos gestores locais foi de extrema importância para levantamento das ruas, dos domicílios e da população adscrita. Esse processo fortaleceu o vínculo entre as equipes com relação ao seu território,o que tende a promover o aumento do acesso e da cobertura de Saúde; a equidade no atendimento; maior participação da comunidade nas ações de saúde e melhor planejamento e gestão das ações de saúde.
A reterritorialização das equipes de Saúde da Família de Francisco Morato foi fundamental para otimizar a distribuição das equipes, garantindo que as áreas de maior demanda e vulnerabilidade social fossem atendidas de maneira mais eficiente e estratégica. Ao revisar e reorganizar os territórios de atuação, foi possível aproximar os profissionais de saúde das comunidades, promovendo melhora na gestão, reduzindo desigualdades no acesso e promovendo um cuidado mais integral e próximo da realidade local.
APS, territorialização, ESF
GEISA LOPES CUEVAS, MAXSUELL RIBEIRO DA SILVA, CLAUDIA REGINA TOFFOLETTO, CAROLINA SILVEIRA LUSTOSA NOGUEIRA