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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) são condições crônicas de alta prevalência e impacto significativo na saúde pública. Essas condições estão diretamente relacionadas a complicações cardiovasculares, renais e metabólicas, podendo levar a incapacidades e aumento da mortalidade. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para reduzir riscos e promover qualidade de vida aos pacientes. Muitas vezes os munícipes demonstram dúvidas sobre o próprio diagnóstico, confundindo o fato de ser medicado com estar curado, ou utilizando a medicação de maneira inadequada. A atuação dos Agentes Comunitários de Saúde [ACS], por meio do cadastramento e coleta de dados dos munícipes, possibilitam o desenvolvimento de ações de promoção de saúde, prevenção de doenças, além de orientações sobre os serviços disponíveis. Uma vez que os ACS promovem a integração dos serviços de saúde da APS com a comunidade, o conhecimento acerca das condições de saúde pode contribuir para o levantamento do perfil epidemiológico do território e serve como subsídio para a elaboração de ações e políticas públicas.
Objetivando identificar portadores de HAS e DM na população de abrangência da USA Fazendinha e captar dados para o Diagnóstico Situacional da USA Fazendinha
Por meio de uma pesquisa exploratória, através das visitas realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde, realizamos um levantamento dos moradores cadastros com condição de saúde de HAS e DM na área de abrangência da USA Fazendinha, localizada no Bairro Fazendinha, do município de Santana de Parnaíba- S.P. Os agentes utilizaram um questionário direcionado para as visitas, focado na captação de pacientes portadores destas condições de saúde na área de abrangência da unidade, com questões sobre diagnóstico de HAS ou DM, se utiliza medicação e se faz acompanhamento médico. Além do questionário, foram listados os nomes dos medicamentos mais utilizados no tratamento de HAS e DM, para que o agente pudesse identificar a comorbidade caso o munícipe não soubesse informar.
Como resultado, tivemos 10057 municipes visitados, destes 1382 (14%) com diaguinostico de HAS e 651 (6%) com diaguinostico de DM, assim podemos captar munícipes portadores de HAS e/ou DM, fazer buscas ativas direcionadas, tirar dúvidas e agendar consultas em nosso Ambulatório de Doenças Cardiovasculares quando necessário. Com os dados dos moradores captados, também agendamos consultas médicas para os novos casos e focamos em ações para os que não aderiram ao tratamento, visando a melhoria da condição de saúde desta população.
O levantamento sugeriu a possibilidade de subnotificação, ou desconhecimento do diagnóstico por parte dos moradores, ou mesmo a baixa procura pelos serviços de saúde para avaliação e acompanhamento. O levantamento também apontou a necessidade de novas abordagens acerca da HAS e DM, na busca por melhor compreensão do munícipe sobre sua condição de saúde. O que pode comprometer a efetividade das ações de prevenção e controle, dificultando a adoção de estratégias assertivas para o cuidado da população. Com o conhecimento dos casos buscamos diminuir diminuir o número de atendimentos espontâneos por crises hipertensivas e por diabetes descompensadas, evitar ou diminuir as hospitalizações e consequentes sequelas e mortalidades provocadas pelo não tratamento adequado, Realizar intervenção educativa.
Diabetes, Hipertensão, Atenção Básica, ACS
VERONICA DONIZETE SANTOS DE OLIVEIRA, GLAUCIA SANTOS NASCIMENTO KISHIDA, ANA CAROLINA DE LIMA BARBOSA, SUELENE MACHADO SANTANA, JULIANA MÁSCARA GARCIA, JOSÉ CARLOS MISORELLI, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE