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Atualmente, o uso irracional de medicamentos, a falta de fracionamento, a distribuição de amostras grátis pelos laboratórios e a mídia que incentiva o consumo de mais medicamentos, contribuem de forma significativa para o acúmulo de medicamentos nos domicílios, os quais podem ser descartados em locais inadequados. A medicalização da saúde é uma realidade incontestável, diante desse cenário estratégias são necessárias para minimizar os riscos e danos associados ao acúmulo de medicamentos que se estende para além dos serviços de saúde, atingindo também os domicílios, onde se constatam não apenas perdas por vencimento, mas principalmente o descarte inadequado. Como consequência, a presença de fármacos tem sido detectada em diversas partes do mundo, tanto em águas quanto no solo, bem como, a excreção de metabólitos que não são eliminados adequadamente nos processos de tratamento de esgoto, levantando sérias preocupações acerca de seus potenciais efeitos a longo prazo ao meio ambiente. A falta de conhecimento representa um fator relevante que leva uma parcela considerável da população a descartar medicamentos em lixo comum, embora a prática pareça inofensiva, ela apresenta um potencial grave no que tange à contaminação do meio ambiente e danos à saúde pública. Comumente esses resíduos são encaminhados ao aterro sanitário, onde durante o processo de degradação as substâncias se transformam em compostos tóxicos e nocivos, resultando na poluição do solo e lençóis freáticos.
•Conscientizar e incentivar a população quanto ao descarte correto de medicamentos; •Garantir o manejo e destino adequado desses resíduos; •Reduzir riscos a saúde pública e ao meio ambiente; •Minimizar perdas e prejuízos aos cofres públicos.
: Por meio da Secretaria de Saúde, foram instalados, coletores para descarte consciente de medicamentos vencidos ou em desuso em todas as unidades pertencentes a esta Secretaria: 1 Unidade Básica de Saúde, 7 Estratégias de Saúde da Família, 2 Dispensários de Medicamentos Municipais e na sede da Vigilância Sanitária Municipal. Cada coletor possui sinalização indicativa (cartazes) para coleta de medicamentos inutilizados e/ou vencidos A responsabilidade do descarte é do próprio consumidor, que se dirige as unidades onde se encontram os coletores. Para contar com a colaboração da população, foram realizadas campanhas de conscientização pelos acadêmicos do curso de medicina da Universidade local (UNOESTE) nas salas de espera das unidades de saúde, em visitas domiciliares e até mesmo nas escolas, por meio de panfletos e rodas de conversa. O recolhimento desses resíduos é realizado semanalmente por uma empresa especializada e licenciada ambientalmente para esta ação, onde são incinerados.
Essa prática vem alcançado êxito, pois o descarte correto e consciente tem se tornado um hábito, gerando assim, uma cultura em defesa da saúde e do meio ambiente. De acordo com a planilha do Plano de Gerenciamento de Resíduos municipal estima-se que em torno de 20 a 30kg de medicamentos são incinerados mensalmente. Durante as ações de educação em saúde e conscientização foram apresentados muitos relatos por parte da população sobre o destino desses resíduos no domicílio, incluindo o descarte no lixo comum, na rede de esgoto, enterrar no quintal e queima, até mesmo a utilização dos medicamentos vencidos.
Essa ação garante o correto gerenciamento desses resíduos, sendo parte da assistência à saúde, devendo ser garantida pelos gestores e mantida pela equipe de saúde. Ademais, antes do descarte propriamente dito, é fundamental promover a gestão de medicamentos efetuada pelo setor da assistência farmacêutica, bem como, a prescrição correta e a dispensação orientada para o uso racional de medicamentos. A prevenção de perdas deve ser contínua, evitando prejuízos à saúde coletiva e também aos cofres públicos. A conscientização da população sobre esse tema fortalece o uso racional de medicamentos, incentivando a compra e o consumo responsável. É essencial envolver e corresponsabilizar a população no cuidado com a saúde e meio ambiente.
descarte correto, medicamentos vencidos,
FLÁVIA FERNANDA CATUSSI MARCONDES, NEIDE MARIA DE CASTILHO, LUCIANA VASCONCELOS DE JESUS SOUZA