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A neuropatia periférica que afeta os pacientes diabéticos ocorre através dos sinais e sintomas da disfunção dos nervos periféricos, sendo umas principais complicações microvasculares mais frequentes da diabetes, o diagnóstico de neuropatia ocorre através da realização de testes que avaliam e qualificam a velocidade de condução dos nervosos localizados na planta do pé. O pé diabético é apresentado pela presença de infecção, ulceração e destruição de tecidos profundos, associado a anormalidade neurológicas e a vários graus de doenças vascular periféricas em pessoas com diabetes, caracterizado pela perda progressiva de sensibilidade, que pode levar a lesões traumáticas indolores. A inauguração dos Polos de Prevenção e Tratamento de feridas pela prefeitura do município de São Paulo a partir da nota técnica 01/2022 com o intuito de alinhar os cuidados de prevenção e tratamento dos pacientes com lesões cutâneas na rede de atenção à saúde, e por conseguinte evitando a hospitalização do paciente. Os polos acompanham a população com equipes técnicas estruturadas com especialista, para a melhoria da assistência ofertada, proporcionando um serviço com qualidade aos usuários, além de proporcionar atendimento de qualidade e promovendo a aceleração no processo de cicatrização.
Analisar o itinerário dos usuários da rede de atenção a saúde com ulceras diabéticas na região oeste do município de São Paulo, nos Polos de Prevenção e Tratamento de feridas e nas Unidades Básicas de Saúde.
Analise quantitativa e qualitativa do itinerário dos usuários que utilizam dos serviços da Atenção Primaria à Saúde da rede pública do município de São Paulo, que realizam acompanhamento com o Polo de Curativo para o tratamento da ulcera diabética na região oeste do município, baseados em dados coletados dos sistemas de gestão do município sendo considerados os sistemas, Siga Saúde e GSS.
Foram analisados 6 itinerários de usuários com ulceras diabéticas da rede pública, sendo incluídos 3 itinerários dos usuários utilizados como critério de exclusão a conclusão do tratamento das ulceras diabéticas nos polos. Isto posto os pacientes selecionados para analise iniciaram o tratamento da lesão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do território, e sendo encaminhados para o Polo de Prevenção e Tratamento de feridas. Logo a análise do itinerário do usuário foi baseada no tempo de intervalo entre as consultas de acompanhamentos no polo, as tecnologias adotas para o tratamento da lesão, e o tempo de duração do tratamento até o processo de epitelização da ferida. Após análise foi constatado que o tempo médio para tratamento dos pacientes com ulceras diabéticas ocorreram em um período de 245 dias, com a utilização de 135 tecnologias no total para tratamento da lesão e prevenção de agravos. No início dos tratamentos os pacientes realizavam o acompanhamento nos polos prevenção e tratamento de feridas, são realizados com o intervalo de 5 á 7 dias, sendo utilizados em maioria o curativo de carboximeticulose com prata nos primeiros dias de tratamento. Com decorrer do tratamento e melhora das lesões as consultas eram realizadas a cada 2 e 3 semanas, passando a ser utilizado nesse periodo o curativo com espuma poliuretano.
De acordo com os protocolos municipais para a realização do acompanhamento do usuário com o Polo em compartilhamento com a Unidade Básica de Saúde de referência (UBS), a melhora significativa da lesão após o acompanhamento do especialista do do polo, o usuário é direcionado para a UBS de referência do seu território para dar continuidade no tratamento da lesão de acordo com a prescrição da estomaterapeuta do Polo de Prevenção e Tratamento de Feridas com os materiais a serem utilizado e a troca de feridas, e seguindo em acompanhamento do Polo com visitas mensais para monitoramento da lesão e continuidade no tratamento, até a cicatrização da ferida. A inserção dos Polos de Prevenção e Tratamento de Feridas nas regiões do município de São Paulo, salienta a importância da adesão ao tratamento pelos usuários, e o acompanhamento das lesões por especialistas para maior sucesso do tratamento
úlcera diabética, itinerário dos usuários
VERONICA DE PADUA MELLO, GABRIELLA MENDES DE OLIVEIRA