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Desde 2014, o Centro Especializado em Reabilitação (CER) se destaca como um modelo nacional no cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O protocolo de atendimento especializado, fundamentado em uma abordagem biopsicossocial, tem como objetivos principais a reabilitação funcional e a promoção da inclusão social. Esse protocolo integra a atuação de uma equipe multiprofissional, com a participação ativa das famílias e da comunidade, visando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A iniciativa é fundamental para promover a equidade no acesso ao cuidado especializado e para transformar a realidade de indivíduos com TEA, em um contexto de crescente demanda por serviços públicos de saúde mental e reabilitação.
1.Garantir a efetividade do protocolo de TEA por meio da implementação rigorosa do Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM). 2.Monitorar e avaliar o progresso biopsicossocial de pacientes de todas as idades, desde a primeira infância até a vida adulta. 3.Consolidar a articulação com a rede de atenção à pessoa com deficiência, promovendo cuidados integrados e humanizados.
1.Avaliação Funcional: Utilização do IFBrM para monitorar a evolução dos pacientes em aspectos como mobilidade, comunicação e interação social. 2.Intervenções Personalizadas: Desenvolvimento de intervenções em grupo e individuais, com participação ativa das famílias em todas as fases do processo terapêutico. 3.Articulação Comunitária: Integração contínua com a comunidade e os serviços de saúde para garantir o acesso a recursos complementares. A aplicação do ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Verificar, Agir) permite um monitoramento constante e a melhoria contínua do protocolo.
• Aumento no número de atendimentos: O CER passou de 209 para 380 pacientes entre 2023 e 2024, refletindo o crescimento do serviço. • Avanços no IFBrM: A média de funcionalidade subiu de 67% para 83%, demonstrando melhorias substanciais em mobilidade, comunicação e relações interpessoais. • Inclusão social: 37 pacientes receberam alta funcional em 2024, conseguindo maior independência e integração social. • Capacitação contínua: Formação de profissionais para diagnóstico precoce e fortalecimento da rede de saúde com UBSs e outras instituições. • Redução de judicializações: Houve diminuição nas faltas e desistências, com maior adesão ao tratamento e alcance de metas terapêuticas.
Os avanços no protocolo de atendimento ao TEA no CER são evidências da excelência do SUS em promover cuidados integralmente humanizados. A integração de famílias e profissionais reflete um modelo de reabilitação que não apenas melhora a funcionalidade dos pacientes, mas também assegura a inclusão social. O êxito no aumento do número de pacientes atendidos e no avanço da funcionalidade reflete a eficácia do protocolo, que pode ser replicado em outros contextos do SUS para ampliar seu impacto. O CER se consolida como um exemplo nacional de como a reabilitação pode transformar vidas, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e reforçando os princípios de universalidade e equidade na saúde pública.
TEA, reabilitação, inclusão, funcionalidade, SUS
ANA PAULA RIBEIRO HIRAKAWA, SUZI MARY SILVA SIMOES