Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O fenômeno das violências é multifatorial e complexo, e ações de prevenção e proteção das vítimas são necessárias no momento de planejar as estratégias dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste cenário, ao falar sobre violência sexual, destaca-se o fluxograma de atendimento de violência sexual elaborado pelo Ministério da Saúde no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais devendo ser o parâmetro para os atendimentos realizados dentro dos equipamentos de saúde. No município de São Paulo um dos serviços que ofertam a PEP são os Centros de Testagem e Aconselhamento da rede IST/Aids.
Descrever os resultados dos atendimentos de violência sexual realizados pelo CTA Henfil no ano de 2024
Trata-se de um estudo qualitativo/descritivo. Foi realizado um levantamento dos atendimentos realizados entre janeiro a dezembro de 2024 a partir do registro da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM). Nestes atendimentos o profissional acolhe a vítima, presta as orientações sobre seus direitos e os serviços da rede assistencial, jurídica e de saúde, quando pertinente prescreve a contracepção de emergência junto a PEP e realiza a notificação do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) como “Violência Interpessoal /autoprovocada”.
Foram efetuados 40 atendimentos de violência sexual no período com dispensação de profilaxia pós exposição para HIV, sendo 75% do sexo feminino e 25% do sexo masculino. Os atendidos possuíam idade de 19 a 58 anos e 50% se declararam negros ou pardos, 45% brancos e 5% não se identificaram. Em relação à escolaridade, 55% possuem ensino superior completo ou cursando, 30% referem ensino médio completo, 7,5% não concluíram o ensino fundamental, 2,5% são analfabetos e 5% não informaram.
Os dados demonstram que o público que acessou esta profilaxia é, em sua maioria, mulheres e que mais da metade possui nível superior, o que representa um indicativo importante sobre violências de gênero e também sobre informação e acesso aos serviços de saúde. Estas informações são importantes para que seja possível subsidiar ações de prevenção à violência integradas às políticas do SUS.
ISTs, Violência Sexual, Profilaxia Pós-Exposição
ALINE CACCIATORE FERNANDES, KATIA CAMPOS DOS ANJOS, LUANA HELENA SOUZA SILVA, TANIA SANTOS BERNARDES, CECÍLIA MARIA DE ANDRADE