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A identificação dos pacientes é um dos critérios para a assistência segura em saúde, fundamental para a prevenção de erros durante a permanência do paciente na instituição em que estão sendo prestados cuidados, e assegura ao paciente que o tratamento ou procedimento indicado será realizado no paciente certo, prevenindo e evitando erros que podem causar danos à saúde e à vida do paciente. Uma das medidas adotadas foi a utilização da pulseira com a identificação do paciente assim que ele é atendido numa instituição de saúde ou no acolhimento com classificação de risco, onde são inseridas informações como nome completo, nome da mãe, data de nascimento e número de identificação (cartão do sus, número do prontuário, número do cadastro do paciente naquela instituição). Essa pulseira deve ser colocada em todos os pacientes, e os profissionais que prestarão atendimento irão confirmar as informações antes de cada cuidado, medicação ou procedimento 1 . Dito isto, a proposta desta ação se justifica pela necessidade de ampliação do debate sobre a importância da identificação correta do paciente na prevenção e redução de erros evitáveis, de custos ao Sistema de Saúde causados por erros e danos à saúde do paciente, associada à necessidade de tornar cada vez mais humanizada a assistência, aqui, especialmente, abordando o pacientes da pediatria de forma lúdica e prazerosa tanto para os pacientes e acompanhantes quanto para os profissionais da unidade.
Objetivo geral Utilizar a proposta do espaço lúdico da unidade para atuar na prevenção de erros evitáveis decorrentes da identificação incorreta dos pacientes. Objetivos específicos • Realizar uma ação lúdica com os pacientes da pediatria; • Proporcionar maior segurança aos pacientes; • Atuar utilizando uma das metas de segurança associando o brincar, tão importante para o desenvolvimento das crianças; • Estabelecer vínculo de confiança entre o paciente da pediatria e familiares com os profissionais da saúde; • Transformar um momento de medo da criança em um momento prazeroso; • Facilitar a identificação do paciente durante sua permanência na unidade; • Humanizar a assistência.
Trata-se de um relato de experiência exitosa, cujo método permite dialogar e refletir sobre a necessidade de mudanças ou implementação de ações que proporcionem a melhora dos processos de trabalho e melhora da qualidade da assistência em saúde, especialmente quando se fala em segurança do paciente. Desta forma, para o êxito da ação de reforçar a segurança do usuário por meio da identificação correta do paciente, a unidade discutiu possibilidades de ações para otimizar a identificação do paciente, prevenir e evitar erros decorrentes de identificação incorreta e optou por realizar uma ação lúdica no setor de pediatria, utilizando os super-heróis da unidade já utilizados em outros projetos, visando a prevenção de erros evitáveis, promovendo a humanização da assistência e respeitando a autonomia da criança. A confecção dos adesivos e itens para colorir foram resultado de uma colaboração mútua dos autores da ação e de doações de alguns colaboradores da unidade.
Tendo como base a meta 1 de segurança do paciente, utilizando o espaço lúdico, marca registrada da unidade, por meio de super-heróis idealizados pelo enfermeiro Marcos Mazzini Bressan, e já utilizados em outros projetos lúdicos, desde a criação deste espaço, com excelente aceitação e apoio por parte dos gestores, colaboradores e comunidade, este projeto foi discutido e planejado. No adesivo do super-herói seguro é inserido o nome da criança e a data de nascimento, que são conferidas sempre que for prestado algum cuidado. Este projeto viabilizou melhor interação entre a criança e seus responsáveis com os profissionais da saúde, através de um vínculo de confiança, auxilia o profissional na identificação correta do paciente, especialmente ao que diz respeito à sala de medicação, procedimentos e observação infantil, tornando um momento que geralmente causa sentimentos negativos às crianças e responsáveis, num momento menos traumático. A mudança no comportamento das crianças foi notável. Houve maior interação entre as crianças, entre a criança e os responsáveis e entre as crianças e a equipe de saúde, facilitou a identificação na atuação do profissional envolvido na assistência, melhorou a segurança do paciente e a confiança no profissional, tornou a unidade mais acolhedora e segura, além de resultar na melhora da satisfação quanto à qualidade da assistência.
É indiscutível a mudança no semblante e na aceitação dos cuidados por parte das crianças que se sentem envolvidos no processo de cuidado, e veem a unidade não mais como um lugar de sofrimento, dor e medo, mas como um espaço onde podem ser crianças e participantes ativos da assistência, se sentem importantes, e os familiares também demonstraram total aceitação com a ação, interagindo com as crianças e com os profissionais da unidade. Consideramos, portanto, essa experiência exitosa sob vários aspectos, pois através de sua implementação conseguimos unir segurança do paciente à estratégia de brincar, aumentar a confiança dos usuários e acompanhantes na assistência prestada pela unidade, e através deste vínculo de confiança estabelecido por meio de uma estratégia simples, porém efetiva, pudemos oferecer uma assistência integral e humanizada.
Pediatria; Espaço lúdico; humanização
MARCOS MAZZINI BRESSAN, RENATA DE CARVALHO LANA