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O cuidado da pessoa com deficiência intelectual e do transtorno do espectro autista é amplo e integral, necessita de ações e estratégias que promovam autonomia e favoreçam as potencialidades, ampliando o protagonismo destes sujeitos no contexto de vida prática, social e comunitária. É possível que o trabalho em grupos terapêuticos é uma ferramenta potente na promoção de autonomia e independência de sujeitos com deficiência no que tange à vida prática e social. Assim, Estratégia de Acompanhante da Pessoa com Deficiência no Centro Especializado em Reabilitação (CER) de M\Boi Mirim, localizado em São Paulo, desenvolveu grupo voltado a favorecer o desenvolvimento de autonomia e independência, buscando estimular os atendidos a ampliar a participação nas atividades de vida prática e atividades de lazer no território. A proposta visa transformar o cotidiano dos pacientes, proporcionando experiências de inclusão e cidadania, além de ampliar o acesso aos direitos sociais e de saúde quebrando conceitos capacitistas, os quais estes sujeitos enfrentam.
•Ampliar o conceito de autonomia e independência, integrando o treino de atividades de vida prática e participação social. •Fortalecer os vínculos familiares e sociais por meio de atividades nos espaços de cultura e lazer no território. •Potencializar o uso de espaços em grupo para aprimorar aspectos psicomotores e sociais.
O Grupo é desenvolvido no Centro de Reabilitação do CER IV M’Boi Mirim, por meio da Estratégia de Acompanhante da Pessoa com Deficiência – APD, ao qual as pessoas com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista que enfrentam barreiras existências no domicilio para desenvolver as atividades de vida prática com autonomia e independência, seja pelo risco social, por empobrecimento de recursos no domicilio são inseridos no em grupo semanal, o qual acontece duas vezes na semana na sala de vida prática do CER IV M’Boi Mirim, duas vezes na semana nos equipamentos do território como Parque Ecológico Guarapiranga e Jardim Herculano, Céu Guarapiranga e na Casa de Cultura M’ Boi Mirim.
Os resultados mostraram um impacto significativo no protagonismo com aumento na participação de pacientes nas atividades de vida diária no domicilio, e dos familiares nos espaços culturais e lazer no território. O treino de atividades de vida diária foi intensificado, refletindo positivamente na autoestima e independência dos atendidos. Observou-se uma melhora na interação dos pacientes com os familiares, o que contribuiu para o fortalecimento da autonomia. Além disso, as atividades facilitaram a troca de experiências entre famílias e profissionais, promovendo um diálogo ampliado sobre as necessidades de enfrentamento as barreiras atitudinais e ambientais presentes na vida destes sujeitos.
A experiência evidenciou melhora significativa na autonomia e independência dos atendidos, principalmente nas atividades de autocuidado e higiene pessoal, fortalecimento de vínculo familiar e comunitário. Inserir os pacientes em grupo terapêutico que estimule a participação nas atividades práticas de vida diária e nos espaços de cultura e lazer no território, promove-se a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e a autonomia. Expandir ações em grupo neste modelo na clinica ampliada, contribui com a quebra de paradigmas no que tange o olhar capacitistas da comunidade e serviços de saúde frente as pessoas com deficiência intelectual.
Autonomia, pessoa com deficiência, APD
MARIA DE NAZARÉ DOS SANTOS ROSARIO, JÉSSIKA ZAFALON DA SILVA, ALINE SANTOS ARAUJO