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A experiência de implementação da dança circular no CAPS Adulto de Cotia surgiu da necessidade de oferecer alternativas terapêuticas que promovam a socialização, o autoconhecimento e o bem-estar emocional de pacientes com doenças psiquiátricas graves. A dança circular, prática ancestral, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para o tratamento de questões emocionais, promovendo a conexão entre corpo e mente, além de incentivar o compartilhamento de experiências e o fortalecimento dos vínculos interpessoais. Em um contexto clínico, essa prática facilita a expressão emocional e a redução de sintomas como ansiedade e depressão, criando um espaço seguro para os pacientes se reconectarem consigo mesmos e com os outros. O psicoterapeuta Carl Jung, em sua obra, enfatizou o poder das práticas simbólicas e coletivas no processo de cura, referindo-se à importância de vivências que promovam a integração da psique e a reconciliação dos aspectos inconscientes. A justificativa para a utilização da dança circular como intervenção terapêutica no CAPS está fundamentada nas evidências de que atividades corporais e coletivas podem proporcionar efeitos positivos na saúde mental, especialmente em pacientes com dificuldades significativas de relacionamento, conexão com o mundo interno e autopercepção.
1.Promover o bem-estar emocional e físico de pacientes com doenças psiquiátricas, por meio da prática da dança circular. 2.Estimular a socialização e o fortalecimento de vínculos interpessoais entre os participantes. 3.Facilitar o autoconhecimento e a expressão emocional, promovendo o equilíbrio psicológico e a redução de sintomas depressivos, ansiosos, entre outros. 4.Contribuir para a melhoria da saúde mental e a qualidade de vida dos pacientes, por meio de uma abordagem terapêutica inovadora e acessível. 5.Avaliar os efeitos da dança circular como ferramenta terapêutica dentro do contexto do CAPS Adulto de Cotia.
A metodologia adotada baseia-se na realização semanal de sessões de dança circular, conduzidas por profissionais da saúde mental e facilitadores experientes na prática. O grupo terapêutico é composto por pacientes diagnosticados com doenças psiquiátricas graves, com idade a partir de 18 anos. As sessões de dança circular ocorrem em ambiente terapêutico acolhedor e seguro, onde os participantes são encorajados a expressar-se livremente, ao mesmo tempo em que aprendem a sincronizar seus movimentos com o grupo. A prática é acompanhada de momentos de reflexão sobre a experiência, promovendo a integração das emoções e das vivências. Durante a experiência, são observados os impactos dessa atividade na melhora do humor, na socialização e na redução de sintomas relacionados às doenças psiquiátricas. O monitoramento dos resultados é realizado por meio de observações clínicas, depoimentos dos participantes e acompanhamento das evoluções nos quadros emocionais.
Os resultados observados até o momento mostram que a dança circular teve um impacto significativo na melhora do bem-estar emocional dos participantes. Pacientes com quadros depressivos graves relataram uma sensação de relaxamento, maior controle emocional e uma melhoria na qualidade de vida. Além disso, foi notada uma redução significativa nos níveis de ansiedade e uma maior disposição para interações sociais. Alguns pacientes, antes reclusos ou com dificuldades de socialização, passaram a se envolver ativamente nas sessões, evidenciando maior confiança e empatia no grupo. A prática também contribuiu para o aumento da autoestima e da percepção corporal, aspectos fundamentais para o processo terapêutico de integração emocional. Ao final de seis meses, a maioria dos participantes demonstrou avanços na adesão ao tratamento e no controle dos sintomas psiquiátricos, além de estarem mais engajados nas atividades da comunidade.
A experiência com a dança circular no CAPS Adulto de Cotia tem mostrado ser uma prática terapêutica eficaz, proporcionando uma alternativa inovadora ao tratamento convencional de pacientes com doenças psiquiátricas graves. A prática foi fundamental para promover a socialização, a expressão emocional e o fortalecimento dos vínculos entre os participantes, com impactos positivos na saúde mental e no bem-estar geral. Além disso, a dança circular contribuiu para a redução de sintomas, ajudando os pacientes a alcançarem uma maior estabilidade emocional. Alinhado ao pensamento de Carl Jung sobre a importância de práticas coletivas e simbólicas, a dança circular atua como um meio de facilitar a integração da psique e a reconciliação de aspectos inconscientes. A experiência demonstra que atividades corporais coletivas, como a dança, têm um papel importante na recuperação e reabilitação de pacientes psiquiátricos. A continuidade e expansão dessa prática no CAPS poderá ampliar os benefícios para outros pacientes e contribuir para o avanço de novas abordagens terapêuticas dentro da saúde mental.
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SUELI APARECIDA GONZAGA