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O Coral Capsiniano surgiu como uma iniciativa de musicoterapia no CAPS III Álcool e Drogas, com o objetivo de proporcionar um espaço de expressão e pertencimento para os usuários. A proposta foi desenvolvida a partir da observação de que muitos pacientes enfrentavam dificuldades de socialização, autoestima reduzida e altos níveis de ansiedade e depressão. A música, especialmente o canto coletivo, mostrou-se uma ferramenta potente para estimular a expressão emocional, reduzir o medo da exposição pública e fortalecer laços interpessoais. O projeto iniciou-se com apenas dois participantes, crescendo gradativamente até atingir 23 membros em sua última apresentação. As performances em eventos comunitários e inaugurações de serviços públicos permitiram que os integrantes se reconectassem com a sociedade, superando estigmas e criando um novo significado para suas vozes.
•Utilizar a música como ferramenta terapêutica para fortalecimento emocional e resgate da autoestima. •Proporcionar um espaço de pertencimento e socialização aos participantes. •Reduzir o medo da exposição pública e estimular a expressão verbal e emocional. •Ampliar a interação entre usuários do CAPS e a comunidade através de apresentações públicas.
O projeto ocorre semanalmente, com encontros estruturados que incluem aquecimento vocal, dinâmicas de integração e ensaios coletivos. As canções são escolhidas de forma colaborativa, valorizando repertório que traga identificação e emoção para os participantes. A adesão foi livre e variável, iniciando-se com dois integrantes na primeira apresentação e alcançando 23 membros no ponto mais alto do projeto. As apresentações ocorreram em datas comemorativas como Festa Junina, Natal, e eventos institucionais como inauguração de serviços públicos e eventos em auditórios municipais. O impacto foi acompanhado por meio de relatos dos participantes e observação clínica da equipe do CAPS, que percebeu redução nos níveis de ansiedade, maior engajamento nos serviços do CAPS e fortalecimento dos vínculos interpessoais.
O Coral Capsiniano consolidou-se como um espaço de transformação para os participantes, promovendo ganhos expressivos na autoestima e na socialização. Muitos usuários, antes retraídos, passaram a se expressar com mais segurança e emoção, resgatando a confiança em si mesmos. A adesão variável ao longo do projeto demonstra a dinamicidade do grupo e a capacidade de acolher diferentes trajetórias. As apresentações públicas foram momentos marcantes, nos quais os participantes puderam sentir-se valorizados e reconhecidos pela comunidade. Além disso, a equipe de saúde observou uma redução nos episódios de crise e um aumento no vínculo dos participantes com o CAPS, demonstrando o impacto terapêutico da experiência musical.
O Coral Capsiniano mostrou que a música é uma poderosa aliada na promoção da saúde mental e no fortalecimento do cuidado em rede. A experiência permitiu que os usuários ressignificassem suas trajetórias, externalizassem emoções e reencontrassem um lugar de pertencimento. A continuidade do projeto reforça a importância da musicoterapia no contexto do CAPS, promovendo um cuidado mais humanizado e integrador. O sucesso do coral evidencia a necessidade de expansão de iniciativas semelhantes dentro da RAPS, incentivando a utilização da arte como ferramenta terapêutica e social. Futuras ações incluirão a ampliação do repertório, novas parcerias comunitárias e avaliação sistemática dos impactos na saúde dos participantes.
musicoterapia; ferramenta terapêutica; RAPS; coral
REYNIÊ BRIGANTIN DA COSTA