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Em novembro de 2023 o Ministério da Saúde publicou nota informativa atualizando a definição do Tratamento Diretamente Observado no contexto da tecnologia de saúde digital, passando então a considerar a observação da tomada do medicamento por recursos digitais, tais como vídeo ou imagem síncrono e assíncrono, chamadas de voz ou mensagem de texto que contenha confirmação autorreferida da pessoa com TB sobre a tomada de medicamento. Dessa forma, o DEVISA/SMS, por meio da plataforma de saúde Digital intensifica a estratégia do Tratamento Diretamente Observado (TDO) da tuberculose pela utilização de tecnologias de saúde digital para supervisionar o tratamento da tuberculose (TB) por profissionais de saúde da rede de Atenção Primária em Saúde de Campinas.A plataforma de Saúde Digital do município de Campinas insere-se como possibilidade de intensificar o Tratamento Diretamente Observado para Tuberculose (VDOT). As tecnologias de saúde digital na supervisão do tratamento da tuberculose (TB) por profissionais de saúde na Atenção Primária, consideram a observação da tomada do medicamento por recursos digitais por meio da teleconsulta. Os recursos digitais, dão subsídio ao profissional da assistência direta para que atue com qualidade e segurança nos casos elegíveis para o tratamento diretamente observado para tuberculose por vídeo (VDOT).
Facilitar a comunicação da pessoa em tratamento de tuberculose com a equipe do Centro de Saúde, possibilitar o acompanhamento das doses supervisionadas pela VISA, reduzir a necessidade de deslocamentos do paciente e profissionais para a supervisão diária das tomadas de medicação, minimizar situações de exposição da pessoa em tratamento de tuberculose na comunidade, possibilitar que o paciente mantenha sua rotina de vida habitual com menor impacto possível do tratamento em suas atividades de vida diária, tornar o tratamento de tuberculose mais acessível e conveniente ao paciente, contribuir para a otimização do tempo de trabalho das equipes de saúde, possibilitar a identificação precoce do risco de abandono de tratamento por meio da supervisão diária das tomadas de medicação e contato diário com o usuário, melhorar a adesão ao tratamento de tuberculose reduzindo taxas de abandono de tratamento no município.
Após ter concluído 2 semanas de tratamento diretamente observado presencial convencional, o paciente elegível ao VDOT simula uma tomada de medicação em atendimento de VDOT presencialmente e confirma habilidade com meios digitais e que é capaz de realizar a videochamada e demonstrar a tomada da medicação e de forma autônoma. O paciente atende à chamada, o profissional deve durante o atendimento da teleconsulta verificar a fase do tratamento, orienta a mostrar a cartela de medicamentos de modo que reconheça a medicação que contém, retirar os comprimidos do blister mostrando a quantidade de comprimidos em mão, colocar os comprimidos na boca e beber 4 goles de líquido e ao abrir a boca após a ingestão dos comprimidos e mostrar que esses foram deglutidos. Registra-se o atendimento realizado no prontuário físico ou eletrônico e-SUS PEC/APS, Registrar a dose supervisionada na planilha de controle de doses (papel ou planilha do Excel). Após duas tentativas no mesmo dia de contato, sem atendimento nas duas chamadas, informar FALTA na plataforma de Saúde Digital. Caso o paciente não atender a chamada por 3 dias consecutivos (considerando 2 chamadas por dia), é indicado o retorno do paciente para o TDO presencial. Em caso de insucesso no VDOT – assegurar esforços para concluir o tratamento de forma presencial.
Fortalecimento da Adesão e Vínculo com o paciente, garantia do tratamento diretamente observado (a tomada da medicação deve ocorrer no mínimo 3 vezes por semana durante todo o tratamento, sendo 24 doses na fase intensiva e 48 doses na fase de manutenção, redução da necessidade de deslocamentos do paciente e profissionais para a supervisão diária das tomadas de medicação, facilidade a comunicação da pessoa em tratamento de tuberculose com a equipe do Centro de Saúde, possibilita que o paciente mantenha sua rotina de vida habitual com menor impacto possível do tratamento em suas atividades de vida diária, torna o tratamento de tuberculose mais acessível e conveniente ao paciente, contribuir para a otimização do tempo de trabalho das equipes de saúde, melhora a adesão ao tratamento de tuberculose reduzindo taxas de abandono de tratamento.
O uso de ferramentas digitais assegurou análises detalhadas, acompanhamento clínico aprimorado e decisões mais seguras, fortalecendo a qualidade do cuidado e a integralidade da assistência em saúde.
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ANA CAROLINA DE OLIVEIRA RANTES