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O Aedes aegypti é um mosquito originário do Egito e adaptado ao ambiente urbano, transmitindo doenças como Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela. Ele passa por quatro estágios no ciclo biológico: ovos, larvas, pupas e adultos. A fêmea, que se alimenta de sangue para amadurecer seus ovos, é responsável pela transmissão de doenças. Esse mosquito prefere climas quentes e úmidos, com temperaturas em torno de 25ºC, que favorecem seu desenvolvimento. No Brasil, o Aedes aegypti foi erradicado nas décadas de 1950 e 1960, mas voltou a se proliferar na década de 1970. A dengue, uma das doenças transmitidas, é um problema de saúde pública recorrente no Brasil. O controle do mosquito envolve medidas como o combate aos criadouros de larvas, o uso de inseticidas e a conscientização pública. Em São Paulo, por exemplo, há programas de vigilância e controle do vetor, como o bloqueio de transmissão, o uso de larvicidas biológicos e químicos, e até o uso de drones para alcançar áreas de difícil acesso. O combate eficaz ao Aedes aegypti exige a participação da comunidade, com a eliminação de criadouros, e a colaboração entre os serviços de saúde e a população, para reduzir os casos de arboviroses e minimizar os impactos econômicos e sociais das epidemias.
Esse trabalho dispôs como objetivo avaliar o impacto e efetividade das novas formas de combate ao mosquito Aedes aegypti nas regiões pertencentes a Unidade de Vigilância em Saúde Penha (UVIS Penha) que abrange os distritos administrativos (DA) de Artur Alvim, Cangaíba, Penha e Vila Matilde. Para avaliação dos métodos de Bloqueio de Transmissão e Aplicação de BTI por Drone, a área selecionada foi o DA Cangaíba, por representar o DA com maior quantidade de casos positivos da UVIS Penha no ano de 2024. Para análise das Armadilhas ADIs, a área para avaliação foi no DA Penha, bairro conhecido como Vila Ré, no qual as armadilhas estão instaladas desde dezembro de 2023. Para análise e avaliação das novas e tradicionais formas de controle, este estudo apresentou como objetivo verificar o impacto local e em um curto prazo, observando a evolução dos casos positivos nas semanas epidemiológicas onde houve maior incidência de dengue durante o período epidêmico do presente ano.
Foram três métodos usados no combate à dengue na região de Cangaíba, São Paulo, na epidemia de 2024: a aplicação de larvicida via drone (Drone BTI), o uso de armadilhas ADI (armadilhas de oviposição), e o bloqueio de transmissão. No primeiro, foi aplicado o larvicida BTI em terreno abandonado no Cangaíba, com aumento significativo de casos de dengue entre as semanas epidemiológicas 15 e 19 (abril e maio de 2024). Após aplicação, observou-se redução significativa dos casos nas semanas seguintes, confirmando a efetividade da ação. Com relação as armadilhas ADI instaladas na Vila Ré-Penha, montadas entre dezembro de 2023 e maio de 2024, mas em número inferior ao recomendado (12 armadilhas/ha, enquanto o ideal é 25/ha), verificou-se que nas 8 primeiras semanas de 2024, a área com armadilhas teve menor incidência de casos de dengue comparada a áreas sem armadilhas. Porém, a eficácia das armadilhas foi limitada, e a transmissão não foi controlada quando a epidemia atingiu seu pico. Por fim, no método Bloqueio de Transmissão aplicado na área do Cangaíba entre março e junho de 2024, com implementação de bloqueios de criadouros e nebulizações, mostrou aumento de casos no início, mas após algumas semanas observou-se queda no número de casos positivos, sugerindo a efetividade da ação. A nebulização com o inseticida Cielo™ gerou preocupações ambientais como diminuição das populações de abelhas, e críticas da população quanto a seus efeitos adversos à saúde e ao meio ambiente.
Drone BTI houve uma redução significativa nos casos nas semanas seguintes, confirmando a efetividade da ação. Mostrou-se eficaz, com uma redução de casos de dengue após a aplicação do larvicida, Armadilhas ADI a eficácia das armadilhas foi limitada, e elas não conseguiram controlar a transmissão quando a epidemia atingiu seu pico. A área de instalação foi considerada insuficiente para um controle efetivo. Tiveram eficácia limitada devido à quantidade insuficiente de armadilhas e à intensidade da epidemia. A instalação em uma área maior e por um período mais longo poderia melhorar os resultados Bloqueio de Transmissão a região com as medidas teve um declínio mais acentuado nos casos. teve grande efetividade, com a redução de casos observada após a implementação, especialmente quando comparado a áreas sem intervenção
Com esta pesquisa pode-se concluir que todos os métodos de controle do mosquito Aedes aegypti utilizados pela Vigilância em Saúde Ambiental Penha foram efetivos. As ações com maior efetividade e que melhor funcionaram no ano de 2024 foram o Bloqueio de Transmissão e a aplicação de BTI por drone, resultados evidenciados pela queda dos casos após a aplicação do método resultando em uma maior efetividade no território como um todo. Já as Armadilhas ADIs tiveram impacto no início da epidemia sugerindo um atraso na evolução da transmissão da dengue na Vila Ré, mas poderiam ser mais efetivas se fossem instaladas em todo o território ou ampliando a área. Para uma conclusão completa da efetividade das ADIs são necessários estudos mais amplos. Bibliografia seguir normas ABNT.
Aedes Aegypti, análise, território.
LÍVIA FERNANDA DIAS RODRIGUES, MAIRA GABRIELA MARTINS PEREIRA, FERNANDA APARECIDA REIS