Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A leishmaniose tegumentar humana é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Leishmania, que provoca feridas indolores na pele e nas mucosas do corpo. É popularmente conhecida como úlcera de bauru ou ferida brava, que resulta da picada do inseto do Lutzomyia, (conhecido como mosquito-palha), infectado, que normalmente adquire o parasita ao picar animais portadores, como cachorros, gatos e ratos. Entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, foram identificados 3 casos confirmados, a partir das lesões apresentadas pelos pacientes e compartilhavam o mesmo endereço de domicílio (ocupação Nova Esperança). Baseado nisto, identificou-se a necessidade de interrupção da cadeia de transmissão e erradicar os casos no território.
Interromper a cadeia de transmissão no território, com ações de zeladoria e orientações no local de incidência. Capacitação da equipe de saúde para atendimento, identificação e manejo dos casos, auxiliando na detecção precoce e tratamento em tempo hábil.
Realizada capacitação da equipe de saúde sobre a patologia e tudo que a engloba. Levantamento de moradores que apresentaram lesões, por meio de busca ativa, casa a casa, realizado pela equipe de saúde da unidade. UVIS/AMBIENTAL iniciaram a captura do agente patológico (mosquito da palha), a fim de identificar sua etiologia e proceder com as ações de zeladoria no local. Durante os atendimentos na unidade, o enfermeiro ao identificar lesão suspeita, procede com a investigação.
Durante a busca ativa casa a casa, 147 pacientes foram avaliados. Destes, 1 apresentou lesão, porém, foi descartado, por não se tratar de lesão característica de Leishmaniose. Na unidade, 2 pacientes foram avaliados pela enfermeira e, também, não apresentavam lesão característica de Leishmaniose. Dos 3 casos confirmados, 2 realizaram o tratamento adequadamente e 1 abandonou, devido os efeitos colaterais da medicação e retornou para Bolívia.
Foi possível observar que as diferenças culturais são um grande desafio para que as ações necessárias sejam desenvolvidas nesta população específica, à curto prazo. Porém, o vínculo tende a se estabelecer conforme novas ações forem se consolidando ao decorrer dos próximos meses, de forma contínua. Em relação ao tratamento, identificou-se que, pode haver dificuldade em completar o tratamento, visto que, causa desconforto e/ou alterações em sistema digestivo, o que gera necessidade de acompanhamento e orientação contínua. O desenvolvimento do trabalho suscita a necessidade de continuidade e ampliação das ações nesse território com seguimento para avaliação das desigualdades sociais e de vigilância epidemiológica, com o objetivo de identificar a incidência de outros agravos nesta população.
leishmaniose tegumentar humana; vigilância
DESIREE RODRIGUES GABRIEL SOARES, NURYA HUARD NEVES