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Desde 2020 a equipe da unidade de pronto atendimento localizada na zona norte do município de São Paulo, UPA Jaçanã, dimensionou uma equipe para atuar exclusivamente no núcleo de vigilância epidemiológica da unidade. Foram descritas as responsabilidades para estes profissionais, a saber: realizar busca ativa de agravos atendidos nas classificações de risco e outros anunciados durante o atendimento dos usuários, com ronda nas recepções, consultórios médicos e odontológicos, sala de raio x e coleta de exames, sala de medicação e realização de testes rápidos. A farmácia, com o fluxo de dispensação do tratamento para PEP também é visitada regularmente pela equipe para localização de casos suspeitos e de notificação compulsória de agravos.
Este trabalho tem por objetivo apresentar as ações de impacto no território, a partir da atuação da equipe de núcleo de vigilância epidemiológica de uma unidade de pronto atendimento na zona norte do município de São Paulo.
A equipe atuante desde 2020 na UPA Jaçanã, unidade gerida pela Organização Social de Saúde Sociedade Brasileira Caminho de Damasco, é composta por 1 enfermeiro e 3 técnicos de enfermagem dedicados exclusivamente as atividades de busca ativa e garantia de notificação completa de agravos e doenças integrantes aos programas da vigilância epidemiológica. Este trabalho é um relato de experiência que apresenta a atuação da equipe frente as notificações dos agravos de dengue, nos pacientes atendidos durante a sazonalidade de 2024. Como rotina, a equipe é dividida em 03 turnos, nos horários das 07h às 16h; das 10h às 19h e das 13h às 22h, e deste modo conseguimos atuar nos plantões diurno e noturno, acompanhando diariamente as equipes de enfermagem e multiprofissional, realizando entrega dos kits dengue prontos para preenchimento, orientações do fluxo estabelecido, correções e pontuações em tempo real, esclarecimentos de dúvidas, arquivamento das notificações em sistema, digitação dos dados em planilha específica de acompanhamento e envio das notificações à SUVIS por e-mail em 24 horas.
Na sazonalidade da dengue em 2024 – (janeiro a maio/25), o número de atendimentos de uma forma geral foi de 126130 pessoas, sendo a média desses 05 meses, 29858 atendimentos/meses. A equipe da UPA Jaçanã notificou 16410 casos suspeitos à UVIS da região norte.Dos casos notificados na UPA Jaçanã, 5.860 foram confirmados, e 9.214 negativos com TR realizados. Um total de 1335 de notificações de casos suspeitos sem testes rápidos realizado. Durante este período foi necessário alterar fluxos, rotinas e postos de coletas e notificação quase diariamente para facilitar a jornada do paciente dentro da unidade e segurança das equipes. Garantir a qualidade do atendimento à população também foi foco das ações da equipe. Atuamos de janeiro a maio/2024 com superlotação e em 22/04/2024 recebemos a tenda de hidratação instalada na área externa com 10 poltronas, 01 médico, 01 enfermeiro, 02 técnicos de enfermagem, com horário de atendimento na tenda das 10h às 22h de segunda a sexta feira. Todas as notificações sendo do agravo dengue ou os demais foram enviadas à SUVIS dentro do tempo preconizado.
A atuação da equipe destaca a importância do núcleo interno de vigilância epidemiológica em unidades de pronto atendimento, pois as equipes assistenciais identificam o agravo e precisam do núcleo para dar seguimento às notificações. Consideramos que essa experiência impacta positivamente na qualidade assistencial e identificação de agravos de forma geral, com o núcleo atuando no apoio constante às equipes. Durante a sazonalidade de 2024, enfrentamos um grande aumento de atendimentos por dengue e, semanalmente, recebíamos orientações da SUVIS, que alteravam o fluxo ou as informações a serem repassadas à equipe de forma imediata. Os integrantes do NIV, junto com coordenação e supervisão, apoiavam nesse processo. As ações do núcleo foram essenciais para garantir o cumprimento do fluxo municipal e o manejo adequado da dengue, minimizando falhas, mesmo diante da alta demanda. O treinamento dos enfermeiros para identificação da doença, aferição de PA, prova do laço, teste rápido, notificação, atendimento médico e conduta oportuna mostraram que as ações educativas realizadas pelo NIV foram fundamentais no enfrentamento da epidemia de dengue em 2024.
vigilância epidemiológica; dengue
ANA PAULA SILVESTRE BERTONI, JULIANA DE CASSIA PARADA DOS ANJOS