Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Atualmente a dengue é uma das arboviroses de maior importância na saúde pública no mundo, afetando áreas tropicais e subtropicais, causando grande impacto econômico e social nos territórios em que está presente. (VALLE PIMENTA CUNHA, 2015). Embora as medidas desencadeadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue (BRASIL, 2002 BRASIL, 2009, BRASIL, 2015a) juntamente com a descentralização dos serviços de controle e investimentos no setor da saúde para a capacitação de recursos humanos representem um avanço significativo para a saúde pública, não tem sido suficiente para o enfrentamento do agravo (PESSANHA et al., 2009). Nesse contexto, a utilização de novas estratégias como a implementação de um laboratório especializado no controle de vetores é uma estratégia essencial para monitorar, identificar, e controlar espécies de insetos e outros organismos que possam ser vetores de doenças. O laboratório também apoiará ações de saúde pública e políticas ambientais voltadas para a redução da transmissão de doenças como dengue, Zika, chikungunya e outras. Diante disso, torna-se relevante os dados obtidos no laboratório, no qual ressalta a necessidade da implantação de medidas de educação preventiva, direcionamento de ações e sensibilizando a população no controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.
As doenças transmitidas por vetores são responsáveis por uma significativa carga de morbidade e mortalidade em diversas regiões. A criação de um laboratório de controle de vetores permitirá maior precisão na identificação dos vetores responsáveis pela transmissão de doenças e auxiliará na tomada de decisões para medidas de controle mais eficazes, visando a redução da transmissão de doenças em uma determinada região e ou área. Direcionar para um trabalho em campo mais específico e estratégico no combate ao vetor, auxiliando ações de comunicação e mobilização em parceria com as Secretarias do município, visando uma melhor prevenção e controle das arboviroses no município de Monte Azul Paulista, S.P.
A metodologia para a coleta de amostras de larvas de Aedes é essencial para estudos de monitoramento e controle desse vetor, em especial para a detecção de espécies diferentes de larvas coletada tais como, Aedes aegypti, Aedes albopictus, Culex quinquefasciatus, Anopheles sp, entre outros, visando assim uma obtenção de dados para criar estratégias de combate, frente as áreas de maior incidência de larvas no município. Identificar áreas e ou a cidade toda, com maior potencial de proliferação de Aedes, como regiões urbanas densamente povoadas, áreas com recipientes expostos e locais com acúmulo de água parada (calhas, pneus, ralos, caixas dágua, vasos de plantas, piscinas abandonadas, entre outros). Os agentes fazem as coletas das amostras nas vistorias dos trabalhos realizados pelo setor, sendo V.I. (visita imóveis), C.C. (controle de criadouros), P.E. (pontos estratégicos), entre outras demandas realizadas. Recolhe pequenas porções de água contendo larvas visíveis, colocando-as em frascos plásticos estéreis e ou vidros. Finaliza, colocando etiquetas nos frascos com as informações pertinentes as análises. As amostras devem ser transportadas ao laboratório no mesmo dia da coleta. A identificação taxonômica, utilizará microscópio para identificação das larvas. Priorizando a identificação de Aedes aegypti e Aedes albopictus, as espécies mais relevantes no controle de vetores.
Todos os dados coletados são registrados e analisados para monitorar os locais de maior condições de proliferação do vetor pelos criadouros e amostras coletadas em diferentes pontos geográficos do município. Desta forma, ajudando na adoção de medidas a fim de minimizar ou diminuir os riscos das doenças aos quais a população está submetida. O presente estudo ainda continuará e espera-se ainda, despertar na população e ou órgãos responsáveis de cada secretarias, e até das famílias de um estudo reflexivo a percepção dos sentidos empíricos, levando justamente a constatação de como hábitos de higiene que ocorrem no espaço do seu entorno, podem prevenir doenças e trazer o bem estar da população. A partir de todos os resultados obtidos das analises, o direcionamento a reflexão sobre a participação ativa da população na diminuição de focos, direcionamento de ações e consequentemente na diminuição dos casos de arboviroses.
Seguindo essa metodologia padronizada, a coleta de amostras de larvas de Aedes permitirá a análise mais precisa das populações de vetores, auxiliando no planejamento de estratégias de controle e combate às doenças transmitidas por esses mosquitos. Em função da disponibilização das informações que venham contribuir com os métodos de prevenção, traçando assim projetos do setor da saúde com outras secretarias, fortalecendo a consciência individual e coletiva, sensibilizando o publico em geral quanto à importância de controlar o agente transmissor das arboviroses, utilizando para tanto, a conexão, que é a palavra do momento, otimizando para isso todas a formas de divulgação, informando e conscientizando todos, sociedade e governo, da importância de participação de todos neste processo. Com o levantamento abordado no estudo, em detrimento dos parâmetros abordados, trará benefícios, com as casas limpas, sem mosquito, sem criadouros, servindo de incentivo para a população, reconhecer a importância dos hábitos de higiene como forma de prevenir doenças e ter uma vida saudável.
Larvas, laboratório, taxonomia e direcionamento.
HELISON CASSIO TEIXEIRA