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A dengue é uma das doenças mais prevalentes no Brasil, transmitida pelo Aedes aegypti, e representa um grande desafio para a saúde pública, sobretudo em Araçatuba que mantem transmissão desde 1998. O Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) desempenha um papel fundamental no controle da doença, pois permite identificar as áreas com maior risco de infestação e esse tempo de corrida vai direcionar as ações de combate ao mosquito de forma mais eficaz. Tradicionalmente, o LIRAa é organizado por meio de execução manual, o que pode resultar em falhas e atrasos na coleta e análise dos dados. A informatização desse processo, com o uso de novas tecnologias, oferece uma oportunidade para otimizar a coleta de informações, tornando-a mais rápida, precisa e acessível. Sendo o georreferenciamento uma das ferramentas que, ao ser integrado ao LIRAa, possibilita o mapeamento detalhado das áreas de risco, oferecendo uma visão mais precisa da distribuição da infestação, bem como a intervenção dos agentes a campo. Com a implementação dessas tecnologias, é possível realizar o levantamento em tempo real, analisar os dados de maneira automatizada e gerar relatórios gráficos, facilitando a tomada de decisões e a implementação de ações de controle.
•Ilustrar como a informatização e o georreferenciamento no processo do LIRAa podem transformar a abordagem tradicional no controle da dengue, tornando-a mais eficiente, assertiva, rápido e alinhado com as necessidades atuais de saúde pública; •Explicar como a informatização do LIRAa contribui para a agilidade, precisão e acessibilidade na coleta e análise de dados, superando as limitações do processo manual.
Após o sorteio dos quarteirões realizado no Sistema de Vigilância e Controle do Aedes da Secretaria de Estado da Saúde (Sisaweb), os quarteirões são agrupados de acordo com seus respectivos territórios de abrangência de forma informatizada. Isso ocorre porque o sistema divide o município em áreas que não coincidem com a atuação das equipes. Mapas digitais são elaborados utilizando o software QGIS (versão 3.34.15), nos quais os locais são selecionados conforme a ação a ser realizada, incluindo agrupamentos, desmembramentos e a definição da integralidade de cada quarteirão. Os supervisores recebem os mapas com itinerários para execução das vistorias, de acordo com as indicações do sorteio e assim é dada a largada. Após a análise das larvas, as informações são inseridas no sistema. Para consulta dos dados, é gerado um relatório do sistema, e o processo se repete, estratificando a ação de cada quarteirão por território, com o cálculo detalhado dos índices, além de relatórios específicos.
Os resultados obtidos com a informatização do processo, tiveram um impacto extremamente positivo no combate à dengue, principalmente ao proporcionar maior agilidade e precisão nas ações. O tempo necessário para a execução do LIRAa, que anteriormente variava entre 30 a 40 dias, foi reduzido para apenas 10 dias, incluindo a validação estadual. Essa redução faz jus ao nome Índice Rápido, permitindo respostas mais ágeis e eficientes na identificação e controle dos focos de infestação. Com o uso de georreferenciamento e sistemas informatizados, os agentes de combate às endemias têm acesso a informações detalhadas e atualizadas em tempo real, o que facilita a identificação precisa das áreas de risco e torna as intervenções mais direcionadas e eficazes. Além disso, a informatização tem um impacto significativo na coordenação das ações de saúde pública. A automatização dos processos de coleta e análise de dados permite uma gestão mais eficiente e um melhor direcionamento dos recursos para as áreas mais críticas, otimizando o tempo e os esforços no controle da dengue. O acesso facilitado a informações detalhadas sobre a situação da infestação motiva a participação ativa da população, incentivando a adoção de medidas preventivas no combate a dengue. Esse engajamento da comunidade fortalece ainda mais as estratégias de controle e contribui para a redução significativa dos focos do mosquito, promovendo assim, um ambiente mais saudável e seguro para todos.
Com o PACE de 10 minutos, a informatização do LIRAa e o uso de georreferenciamento proporcionaram avanços significativos no combate à dengue. A adoção dessas tecnologias não apenas otimiza a execução das atividades, mas também melhora a eficiência e precisão das intervenções realizadas pelos agentes de combate às endemias. A agilidade na coleta e análise de dados permite uma resposta mais rápida e direcionada, aumentando as chances de sucesso nas ações de controle. Além disso, o envolvimento da comunidade, por meio de ações educativas, é fundamental para o fortalecimento das estratégias de prevenção. A sensibilização dos moradores sobre a importância de suas práticas no controle da doença potencializa o impacto das intervenções, reduzindo a proliferação do mosquito. O engajamento ativo da população, aliado à tecnologia, fortalece as políticas públicas de saúde, criando um ciclo de prevenção mais eficaz e sustentável. Portanto, as tecnologias aplicadas ao LIRAa têm se mostrado ferramentas valiosas para melhorar o enfrentamento da dengue, promovendo não apenas uma gestão mais eficiente, mas também a colaboração comunitária, essencial para o controle efetivo da doença. Nessa corrida não tem apenas um vencedor e sim todos vencem.
DENGUE, TEMPO, TECNOLOGIA.
GUILHERME JUAN PONTE REGO DOS SANTOS, ELISABETE CRISTINA VELLO, RUTE MARA FLORIANO PAULINO, TALITA CAROLINA BRAGANÇA DE OLIVEIRA