Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
As Infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo o HIV/AIDS, têm um impacto significativo na vida da população, podendo afetar indivíduos de todas as idades, gênero, orientações sexual e por consequência, a saúde física, emocional e social das pessoas, assim como, a saúde materna infantil em decorrência da Transmissão Vertical. Paraguaçu Paulista, com população estimada de 45.945 hab (IBGE 2020), compõem os 162 municípios prioritários para o controle do HIV/AIDS no Estado de SP, e tem a Coordenação Municipal de IST/HIV/AIDS/HV como responsável pela elaboração, articulação e execução de ações que visam à promoção, prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) no município. O perfil epidemiológico da IST/HIV-Aids no município, ainda que venha apresentando melhora em alguns indicadores epidemiológicos (BE 2022), possui desafios no enfrentamento destas doenças, principalmente na taxa de mortalidade por AIDS ( > que a do Estado SP) e redução da Transmissão vertical da Sífilis. Assim, mudanças de atitudes, construção de novas rotinas de saúde, reorganização de fluxos e serviços, conscientização da população e profissionais de saúde, não são tarefas fáceis de realizar sem o apoio de diversos atores e seguimentos diferenciados. Para que metas e ações no enfrentamento destas doenças sejam exitosas, são necessários o envolvimento de gestores, profissionais de saúde pública e privada, sociedade civil e veículos de comunicação.
Descrever o processo de articulação em rede no município de Paraguaçu Paulista na atenção integral as IST/HIV/Aids.
O município foi convidado a participar do Programa Boas Práticas em HIV/aids do Programa Estadual de IST/HIV/Aids de São Paulo, com a aplicação de questionário com intuito de realizar o diagnóstico situacional das ações de gestão, prevenção, diagnóstico, vigilância epidemiológica e assistência as IST/HIV-Aids. Foi realizada a análise das informações e constatado a necessidade da organização em rede para melhorar os indicadores epidemiológicos e clínicos das IST/HIV-Aids. Para qualificar o processo de organização e desenvolvimento das ações. Frente aos pontos críticos se articulou reuniões entre:: .Profissionais de saúde da rede municipal com o serviço hospitalar, maternidade e laboratório, para alinhar fluxos, compartilhar experiências e dificuldades, debater casos e definir propostas de trabalho nos cuidados relacionados as IST/HIV-Aids, na redução da transmissão vertical .Coordenações de Atenção Básica, Vigilância Epidemiológica e equipe de SAE/CTA, formando grupo técnico de investigação dos óbitos de PVHIV .Articulação entre profissionais de enfermagem da Santa Casa, para discussão de Violência Sexual, Profilaxia Pós Exposição ao HIV-Sexual, violência e acidente ocupacional, Transmissão vertical do HIV e Sífilis Mapeamento da população vulnerável as IST/HIV-Aids .Levantamento, notificação e início do tratamento para infecção latente da tuberculose ILTB .Capacitação e atualização de conhecimento através do processo promovido pelo Programa Boas Práticas em IST/Aids.
Com as articulações realizadas, foi possível refletir, construir, reavaliar e atualizar protocolos e fluxos, implantar rotinas de monitoramento de casos, criar e consolidar espaços de discussões intersetoriais e de equipes, assim como a garantia da corresponsabilização de todos os atores envolvidos na atenção as IST/HIV-Aids. O trabalho possibilitou também ampliar o olhar da equipe e profissionais sobre a importância do seu papel na quebra epidemiológica das IST/HIV-Aids e Transmissão vertical do HIV.
Com as articulações realizadas, foi possível refletir, construir, reavaliar e atualizar protocolos e fluxos, implantar rotinas de monitoramento de casos, criar e consolidar espaços de discussões intersetoriais e de equipes, assim como a garantia da corresponsabilização de todos os atores envolvidos na atenção as IST/HIV-Aids. O trabalho possibilitou também ampliar o olhar da equipe e profissionais sobre a importância do seu papel na quebra epidemiológica das IST/HIV-Aids e Transmissão vertical do HIV.
IST, HIV, AIDS, articulação, atenção integral
Cintia da Cunha Alfredo Funabashi