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Este trabalho descreve sobre as estratégias adotadas com a finalidade de expandir o uso dos medicamentos fitoterápicos, como alternativa terapêutica no AMA-E/UBS BURGO PAULISTA, evidenciado através de um estudo comparativo entre os anos de 2022 e 2023, salientando a contribuição do farmacêutico no uso racional dos medicamentos. A fitoterapia no Brasil, tem suas primeiras aparições na história, com o registro dos jesuítas na descrição de hábitos indígenas, citando uso de plantas com fins terapêuticos como hortelã pimenta, bálsamo de copaíba1. É comum obter registros históricos culturais sobre o uso empírico de plantas medicinais em receitas caseiras para diversas dinsfunções orgânicas1. Em 2014, a Secretaria Municipal de Saúde, implantantou o Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais. E a partir de então, alguns fitoterápicos foram incorporados na Relação Municipal de Medicamentos, considerando-se a eficácia, segurança, comodidade posológica e custo. Considerando que na cidade de São Paulo, espera-se a cada ano expandir a lista e o uso de fitoterápicos, este estudo buscou utilizar de estratégias para oferta do medicamento fitoterápico como alternativa terapêutica, através ações educativas junto aos prescritores e acompanhamento e revisões do consumo médio mensal dos medicamentos, garantindo ao usuário o acesso ao mesmo.
Evidenciar as ações do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamento, através de estudo comparativo das dispensações dos medicamentos fitoterápicos na unidade AMA-E/UBS BURGO PAULISTA, e avaliar o perfil de consumo entre os medicamentos fitoterápicos: Maytenos ilicifolia e Harpagophytum procumbens e os medicamentos alopáticos com a mesma indicação clínica, sendo Omeprazol e Diclofenado sódico, respectivamente.
Levantamento de registro histórico através da Gestão de Sistema em Saúde (GSS) das dispensações e do consumo médio mensal dos medicmentos em questão, realizados entre Janeiro de 2022 a Dezembro de 2023.
Em 2023, foi realizado sensibilização com os prescritores, referente a disponibilidade dos medicamentos fitoterápicos, salientando como alternativas terapêuticas de acordo com as indicações de cada medicamento. Além disso, através da avaliação mensal do consumo médio dos medicamentos em referência, foram necessários ao menos 3 ajustes no decorrer do ano, o que proprocionou à população melhoria ao acesso aos medicamentos fitoterápicos. Evidencia-se quando comparamos o número de usuários atendidos com dispensação de medicamentos fitoterápicos, em 2022 e 2023, onde tivemos um aumento de 31% em 2023, o que sugere também, que tivemos um maior número de prescrições dos medicamentos em referência. Obtivemos um aumento de dispensação em todos os medicamentos, destacando-se o Harpagophytum procumbes, com 37% a mais que no ano anterior, entretanto, a Valleriana officinales, manteve-se como o medicamento de maior dispensação nos dois períodos. Na comparação da dispensação de medicamentos fitoterápicos versus alopáticos com a mesma indicação, verificamos que há um alto consumo dos medicamentos alopáticos, embora ressaltamos que no ano de 2023, houve uma diminuição de 7% das prescrições de diclofenaco enquanto houve um aumento de 37% das prescrições de Harpagophytum procumbes.
Considerando os dados apresentados, observa-se uma expansão no uso dos medicamento fitoterápicos na unidade, denotados pelo quantitativo de dispensações realizadas e quantitativo de medicamento dispensado. Por outro lado, quando comparamos o uso dos medicamentos fitoterápicos com alopáticos com a mesma indicação, verificou-se uma ligeira expansão dos uso de tais medicamentos, cabendo portanto, a continuidade das ações educativas com prescritores e população em geral.
Fitoterápico. Alternativa Terapêutica.
LYGIA FERNANDA ALVES DE LIMA RAMPASO