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O objetivo do Programa de Automonitoramento Glicêmico é cadastrar e atender os munícipes portadores de Diabetes mellitus (DM) insulinodependentes, possibilitando o acesso de forma contínua aos insumos que garantam o automonitoramento glicêmico, através de disponibilização de monitores de verificação da glicemia capilar. ¹ É importante lembrar que o automonitoramento glicêmico é uma parte do gerenciamento geral do diabetes e deve ser feito em conjunto com o plano de tratamento estabelecido pelo médico ou profissional de saúde. ¹ Diante desses cenários, foi identificado que não havia rastreabilidade dos pacientes ou tempo para realizar a assistência adequada, por isso surgiu a iniciativa de fazer a cogestão do programa, junto a equipe de estratégia saúde da família, multidisciplinar e da farmácia.
Relatar a experiência de melhorias das estratégias de gestão e acompanhamentos dos pacientes incluídos no Programa de Monitoramento Glicêmico da UBS Parque Regina.
Foram realizados diversos planos de ação, evidenciados abaixo: 1. Implantação de auditoria farmacêutica nos prontuários do PAMG trimestralmente; 2. Modificação da agenda do enfermeiro, inserindo horário reservado dentro da agenda, assim cada equipe é organizada de acordo com o n° de pacientes que são cadastrados no programa. 3. Mudança da Avaliação do enfermeiro: de forma coletiva para individual, incluindo discursão de meta glicêmica, realização do pé diabético e solicitação de Hemoglobina glicada, de acordo com a necessidade de cada paciente; 4. Encaminhamento para avaliação e acompanhamento pela Equipe Multidisciplinar (psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, farmacêutica), durante as reuniões de matriciamento, de acordo com a criticidade de cada paciente; 5. Busca ativa dos pacientes em território dos pacientes cadastrados no programa; 6. Criação de ferramentas de apoio: – Ficha de acompanhamento do paciente do PAMG; – Filipeta de dispensação de insumos; – Planilha de monitoramento dos pacientes, acompanhado pela farmácia; 7. Criação de indicador de referência para adesão ao tratamento (diminuição do número de pacientes inativos por decurso de tempo) e a continuidade do seu autocuidado (cumprimentos dos acordos pactuados durante os atendimentos);
A auditoria trimestral dos prontuários, realizada pelo farmacêutico, propiciou maior apoio as equipes de estratégia, fortalecendo assim o cuidado e acompanhamento dos pacientes do programa, fomentando a gestão do cuidado do paciente incluído no programa, estimulando a interface com a equipe de saúde, farmácia e multiprofissional no cuidado do paciente. Excelente oportunidade para inserção do técnico de farmácia no monitoramento assistencial do programa, participação da nutricionista no atendimento dos pacientes cadastrados, inclusão do enfermeiro responsável (sênior ou enfermeiro da equipe) no acompanhamento e monitoramento dos pacientes. Regularizados os documentos conforme instituídos pela instância pública, alterando a planilha de acompanhamento do PAMG, incluindo: Última retirada de insumos, data do último laudo e receita médica, tendo como consequência a redução do número de pacientes em decurso de tempo.
Conclui-se que, a inserção do farmacêutico no cuidado ao paciente diabético em consonância com as equipes de saúde e multiprofissional, se mostrou efetiva nas melhorias dos parâmetros clínicos e dos resultados terapêuticos individuais e coletivos dos usuários incluídos no programa.
Automonitoramento, Diabetes Mellitus, PAMG.
Renia Bitencourt Silva