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O processo de trabalho de enfermagem apresenta a característica da divisão técnica do trabalho que envolve diferentes categorias – gerente de enfermagem, coordenador, supervisor, enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem. Esse trabalho foi realizado em hospital público municipal, onde o vínculo empregatício é misto entre servidores e celetistas. Notado por uma das diretoras de enfermagem, que atuaram na unidade, a necessidade de transformação da visão da equipe onde a gestão de enfermagem deveria basear-se na articulação e integração, possibilitando a transformação do processo de trabalho, participando a equipe das ideias propostas, atualizando informações, captando sugestões, estreitando a comunicação onde a equipe tem acesso a gestão, quando a primeira barreira a liderança do setor, falha, trabalhando de forma compartilhada para benefício do cuidado ao paciente e dos cuidadores de enfermagem.
Demonstrar que a comunicação e a desmistificação de que o diretor ou gerente de enfermagem deve saber das ocorrências, ou aguardar que a multiplicação de informações, chegue até os profissionais da assistência por intermédio de uma cadeia profissional que impõe barreiras de acesso alta gestão seja desconstruída, que apesar de existir a burocracia e hierarquia que a alta gestão pode e deve conhecer e participar das atividades realizadas na ponta verificando possibilidades de melhorias, melhorando a comunicação e participando a equipe das mudanças.
Apresentar método criado pela gestão de enfermagem na atuação junto a equipe da assistência.
Realizadas mais de 100 reuniões em 02 anos de atuação da diretora, onde eram dispostas datas previamente agendadas, com calendário anual disponibilizado para toda equipe de enfermagem, que ficavam fixados nos setores de atuação da enfermagem, onde acolhia-se colaboradores dos quatro plantões do hospital, sendo realizada uma reunião por mês em cada plantão e em alguns meses reunião realizada in loco, setor a setor para atingir o maior número de colaboradores. Participação não obrigatória, com direito a fala de todos os participantes, independente das categorias profissionais de atuação na enfermagem. Reunião era realizada mensalmente no auditório do hospital, onde eram levantadas questões para melhoria da assistência ao paciente e atendimento as demandas e necessidades da equipe de enfermagem, valendo-se de estruturar o acolhimento a equipe. Em tais reuniões eram realizados comunicados que deveriam ser multiplicados a equipe verificando a comunicação entre lideranças e equipe assistencial, com esse processo junto a diretoria técnica, núcleo de qualidade e segurança foram realizadas mudanças estruturais como criação de novas áreas de descompressão, otimização e estruturação de espaço físico, realizadas mudanças, manutenção e mesmo solicitação de novos mobiliários, otimizados processos, construídos fluxos, protocolos visando a continuidade da assistência com qualidade, uniformidade e segurança da assistência ao paciente e da qualidade de trabalho dos colaboradores.
A comunicação é instrumento fundamental na relação entre pessoas, as atividades desempenhadas pelos colaboradores, independente da categoria profissional, devem ser respeitadas, valorizadas e estimuladas de forma que seja garantida autonomia ao profissional, seguindo a política e cultura institucional. A comunicação muda situações e pode ter impacto tanto para bem quanto para o mal, tudo depende de quem fala e quem ouve, assim como o que se busca com a conversa. A transparência e clareza de informações faz toda diferença para o colaborador e a necessidade de garantir a comunicação efetiva e disponível a todos de modo a incluir e participar a equipe, é algo de suma importância, tendo em vista que toda equipe atuante deve conhecer as atividades, mudanças, protocolos e todas ações que ocorrem na unidade hospitalar
assistencial, paciente, cuidador
PRISCILA REIMÃO DE MELO FORTUNATO, JOSIANE MOTTA E MOTTA