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O complexo cenário da pandemia de COVID-19 impôs a necessidade de imprimir muitos esforços em várias frentes e a potencializar ferramentas e metodologia para tomada de decisão dos gestores de maneira assertiva, com qualidade e segurança com possibilidade de favorecer o gerenciamento dos riscos em complexidade e gravidade reduzindo mortes evitáveis no serviço Urgência e Emergência na Rede de atenção à Saúde – RAS da Cidade de São Paulo. Alicerçado na Portaria 3390/2013 reproduz no § 2º ¹. Política Nacional de Humanização propõe o acolhimento e classificação de risco como um dispositivo e ferramenta de organização da “fila de espera” no serviço de saúde, para que aqueles usuários que precisam mais sejam atendidos com prioridade, e não por ordem de chegada. O Sistema de Classificação de Risco SCR tem como objetivo propor uma escuta qualificada do cidadão que procura os serviços de serviços de Saúde. Classificar mediante protocolo as queixas dos usuários que demandam os serviços de urgência/emergência, visando identificar os que necessitam de atendimento médico mediato ou imediato e que prevê o paciente certo no lugar certo desta forma segue com a proposta de elo na resolutividade da transição do cuidado seguro.
Objetivo de encaminhar o paciente ao ponto de atenção certo e fazer com que o seu atendimento ocorra no menor tempo possível com desfecho de redução da mortalidade e sequelas bem como também diminuição de custos do serviço de saúde.
A ferramenta “Sistema de gerenciamento integrado para articulação da rede de urgências e emergências, com implantação de processo informatizado de classificação de riscos” a metodologia eleita foi Sistema de Classificação de Risco Manchester. Segundo o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco GBCR, o Protocolo de Manchester é baseado em categorias de sinais e sintomas e contêm 55 fluxogramas (sendo 53 utilizados para situações rotineiras e dois para situação de múltiplas vítimas) que serão selecionados a partir da situação/queixa apresentada pelo paciente. Cada fluxograma contém discriminadores que orientarão a coleta e análise de informações para a definição da prioridade clínica. O paciente é classificado em uma das cinco prioridades identificadas por número, nome, cor e tempo alvo para a observação médica inicial. Figura 1 O método não propõe estabelecer diagnóstico médico e por si só não garante o bom funcionamento do serviço de urgência. Este sistema pretende assegurar que a atenção médica ocorra de acordo com o tempo resposta determinado pela gravidade clínica do doente, além de ser ferramenta importante para o manejo seguro dos fluxos dos pacientes quando a demanda excede a capacidade de resposta². Pontos de acolhimento classificação de Risco no Serviços de urgência emergência – SUE do Município em estrutura com equipamento com software integrado aos periféricos afim de mensuração de Pressão arterial, Saturação O2, Frequência cardíaca, Termômetro e glicossímetro.
Para a implantação do Acolhimento e SCR nos pontos de atenção a urgência e emergência em metodologia Manchester informatizado se fez necessário investimento em capacitação e habilitação dos profissionais de saúde Enfermeiros em sua maior totalidade onde a Secretaria Municipal de Saúde SMS/SP promoveu oferta de 846 vagas para Classificadores em primeira fase em 2020/2021 e segunda fase 2022 oferta de mais 650 vagas para classificadores; ainda mais 250 vagas para auditores. O SCR Manchester propõe em sua diretriz uma metodologia de trabalho que seja coerente, que respeite a boa prática médica em situações urgentes, seja confiável, uniforme e objetiva ao longo do tempo, bem como passível de auditoria inclusive externa. A SMS amplia o conceito a abranger também os demais equipamentos de saúde como Pronto Atendimento PA, Unidade Pronto Atendimento assistencial UPA’s e Atendimento Médico Assistencial AMA 24hs, totalizando 53 portas na atenção de urgência e emergência. Mediante a cultura de acolhimento sob o SCR em metodologia Manchester da SMS impõe se um novo perfil para o profissional enfermeiro para atuação urgência e emergência na Cidade de São Paulo; bem como a proposta de qualidade e segurança do paciente e agilidade para tomada de decisão no gerenciamento das linhas da Rede de urgência e emergência RUE
Ao adotar o sistema de classificação de risco como o Protocolo de Manchester há benefício direto aos usuários do sistema de saúde de urgência, induz ao aprimoramento dos fluxos internos do serviço e dos processos de gestão da Secretaria Municipal de Saúde, favorece a articulação e monitoramento da Rede; possibilitando direcionar o paciente certo no local certo e tempo oportuno, evitantando estrangulamento do sistema. Em face a celeridade imposta ao momento pandêmico a informatização do SCR tornou valioso, mesmo não sendo obrigatório facilita o trabalho de coleta de dados, reduz o tempo de classificação de risco, e melhora a confiabilidade de sua aplicação, reduzindo os erros dependentes do utilizador². Parametrização dos Serviços de urgência emergência – SUE, capacitação dos profissionais, qualificação da gestão do cuidado e com o monitoramento por meio de Boletim de Informação – BI permitir agilidade em tomada de decisão de gestores com a Gestão a vista local e para pronta tomada de decisão da SMS.
Manchester, glicossímetro, classificação, risco
Iara Cristina Silva