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Desde a detecção dos sinais até o diagnóstico propriamente dito, são necessários o acompanhamento e a intervenção. Há um rolde sinais de problemas de desenvolvimento e um rolde características sugestivas do Transtorno do Especto Autista (TEA) que são encontrados com frequência no histórico clínico e nas pesquisas. Após o diagnóstico e a comunicação à família, inicia-se imediatamente a fase do tratamento e da reabilitação. A oferta de tratamento nos pontos de atenção da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência constitui uma importante estratégia na atenção às pessoas com TEA, uma vez que tal condição pode acarretar alterações de linguagem, de sociabilidade e capacidade funcional. O projeto terapêutico deve ser o resultado do: diagnóstico; avaliação interdisciplinar da equipe; da decisão da família. Portanto, o projeto terapêutico deve ser individualizado e atender os interesses da demanda, do paciente e da família. Com o intuito de organizar o atendimento e a linha de cuidado do paciente com TEA foi construído o Grupo de Atendimento TEACEREJAR .
Organização de Fluxo de Atendimento do paciente com TEA no CER II; – Organização de profissionais Fonoaudióloga, Terapeuta Ocupacional e Psicóloga para atendimento dos pacientes com TEA. – Organizar um Projeto terapêutico Singular para o paciente/família com aplicação de escala de avaliação ( CARS, SRS-2, MCHAT) para complementar e auxiliar na condução do atendimento.
A partir de Junho/2023, foram organizados os atendimentos dos pacientes com TEA – Grupo TEACEREJAR sendo todos os pacientes com suspeita ou diagnóstico definido, inseridos em uma planilha do GoogleDrive onde, além dos dados pessoais, foram contabilizados: quantidade de pacientes, profissionais participantes, pontuação na escala inicial e final, classificação como leve, moderado ou grave, quantitativo de altas, desistência ou classificados com outro diagnóstico.
Foram avaliados pelo Grupo TEACEREJAR, 45 pacientes, de 1 a 11 anos , sendo a maior prevalência de crianças de 4 anos (19 crianças). Verificou-se que nos pacientes: -3 não são TEA ( Síndrome de WEST e Atraso no Desenvolvimento); – 8 são casos leves; – 7 moderados; – 4 severos; – 6 desistiram; – 7 alta por melhora; – 9 não aplicado.
Para o serviço que realiza o atendimento, para o paciente e para a família é interessante a aplicação de testes de avaliação como forma complementar ao atendimento. A classificação da severidade do paciente com TEA, a verificação da faixa etária, a alta e a desistência do paciente/família são dados importantes para a avaliação, direcionamento e organização do serviço.
Transtorno do Especto Autista, linha de cuidado
Illora A. Darbaar Shimozato