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No Brasil grande parte das mulheres vítimas de violência são atendidas nos serviços de saúde. Para Minayo (2007) o fenômeno violência entrou em evidência no setor da saúde do Brasil em 2001, quando o Mi¬nistério da Saúde promulgou a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência. Conforme Cavalcante (2020) a violência contra a mulher é definida como qualquer atitude ou conduta fundamentada no gênero que tenha como consequência a morte, o dano ou o sofrimento físico, sexual ou psicológico. Existem profissionais que trabalham no atendimento de mulheres vítimas de violência, como equipes de saúde, para Minayo (2007) a violência afeta a saúde individual e coletiva, provoca mortes, lesões, traumas físicos e men¬tais; diminui a qualidade de vida das pessoas. O profissional de saúde realiza a notificação e acompanhamento dos casos de modo a contribuir no auxílio de mudanças significativas para a atenção integral à saúde. (Brasil, 2002; Tapia, et al., 2014). Por fim, a violência con¬tra a mulher, tive prio¬ridade na agenda de saúde. Mulheres vítimas podem ser atendidas por Equipes de Núcleo de Prevenção à Violência (NPV). Por meio da Portaria Secretaria Municipal da Saúde – SMS nº 1.300 de 14 de julho de 2015 foi criado os Núcleos de Prevenção à Violência dentro da rede municipal de Saúde de São Paulo. Os NPV, são constituídos por ao menos quatro profissionais dentro das Unidades Básicas de Saúde e outros equipamentos da rede municipal.
Analisar os desdobramentos e percepções dos atendimentos realizados por equipes de NPV na vida de mulheres vítimas de violência.
Conduzir uma pesquisa qualitativa, que segundo Minayo (2000) corresponde a pesquisa de questões particulares, enfoca um nível de realizada que não pode ser quantificado e trabalha com um universo de múltiplos significados, motivos, crenças, valores e atitudes. Será utilizado como técnicas de entrevistas individuais e a interpretação dos dados coletados será por meio da análise temática. A opção por percepções profissionais de saúde para a pesquisa será por conveniência, por existir diversas políticas públicas e normativas aos atendimentos de mulheres vítimas de violência. Portanto a seleção das participantes será realizada nas equipes de saúde que trabalham na atenção básica, na zona norte de São Paulo, que rotineiramente acompanham mulheres vítimas de violência. Em relação as entrevistas em profundidade, para Jolley e Mitchell (2009) o entrevistador motiva o respondente a manifestar motivações, crenças, atitudes e sensações subjacentes sobre um determinado tema. A análise temática será a metodologia usada para analisar os dados coletados do universo empírico. Conforme Braun e Clarke (2006) o método de análise dos dados está amparado em pressupostos da pesquisa qualitativa, para identificar, analisar, interpretar e relatar padrões a partir dos dados qualitativos.
A pesquisa segue em andamento, atualmente em fase escolhas dos profissionais que trabalham no SUS e atendem mulher vítimas de violência.
A experiencia de atendimento a mulheres vítimas de violência possui muita singularidade, pois cada vítima vivencia essa situação de forma individualizada, sendo complexo o processo de acolhimento, atendimento e orientações. Desde forma, a pesquisa sendo desenvolvida com profissionais que trabalham diretamente esse fenômeno será de grande importância para a qualidade do serviço prestado.
Pobreza, Violência, Saúde Mental.
Joel Hugo Poloni, Paulo Artur Malvasi