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A Linha de Cuidado Materno Infantil – LCMI, prioridade na gestão municipal de Mauá, é um desenvolve um conjunto de ações que visa garantir o acesso e a atenção integral e de qualidade às mulheres em seu período gravídico puerperal e às crianças até 2 anos de vida. A saúde materna e fetal é tão importante que, o Ministério da Saúde – MS, lançou, em 2022, mais uma Linha de Cuidado- LC, que faz parte do projeto “Desenvolvimento de Linhas de Cuidado à Saúde no Brasil”, a LC do Pré-Natal de Baixo Risco (nº23).Considerando que, segundo o MS, a assistência ao pré-natal de qualidade, com a captação precoce da gestante para identificação dos riscos e tratamento em tempo oportuno, contribui para a redução da mortalidade materna e neonatal, e, entendendo que a infecção urinária durante a gravidez é um problema frequente, que ocorre devido às alterações fisiológicas da gravidez, problema esse que, aumentam o risco de morbidade materna e fetal, o municipio de Mauá, a fim de atuar na identificação e tratamento precoce da infecção do trato uriário – ITU, nas gestantes atendidas nas UPAS e auxiliar na diminuição do risco de morbidade materna e fetal, incluiu na Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), a fosfomicina, antibiótico prioritário, para o tratamento da ITU nas Gestantes.
OBJETIVO GERAL Utilizar o Fluxograma Descritos para reorganizar o processo de trabalho na UPA, com o propósito de garantir o adequado Manejo no atendimento à Gestante com ITU. ESPECÍFICO Auxiliar as equipes na elaboração e implantação de fluxos e processos de trabalho; Sensibiliar a equipe quanto a importância da atuação da UPA na LCMI; Identificar nós críticos e desatá-los no coletivo.
Tratou-se de uma pesquisa ação participativa – PAP, no cenário onde os pesquisadores estavam inseridos, por entender que a PAP, “consiste em dar aos pesquisadores e grupos de participantes os meios de se tornarem capazes de responder com maior eficiência aos problemas da situação em que vivem, em particular sob forma de diretrizes de ação transformadora.” Nesse contexto, no mês de abril de 2023, o RT de Enfermagem, iniciou a PAP. Primeiramente providenciou os símbolos utilizados no FD, a saber: 1) A elipse, representando a entrada ou o início de um determinado fluxo, bem como o seu fim; 2) O retângulo, como a etapa de produção das ações ou o consumo de recursos e produção de produtos; 3) O losango, para representar momentos de escolha e possibilidades de encaminhamentos a serem seguidos. Posteriormente informou a equipe da UPA, composta por: Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Gerente, Assistente Social e os administrativos, nos plantões impar e par, diurno e noturno, as datas e horas do colegiado. No dia e hora marcada, o RT iniciou o colegiado, informando os objetivos do encontro, a saber: “Reorganizar o fluxo da gestante com ITU na UPA, utilizando como instrumento, o FD; Capacitar a equipe concernente ao Manejo do novo antibiótico: a Fosfomicina”. Ato contínuo, o RT separou os participantes em grupos e, utilizando 2 perguntas disparadoras: “Qual seria o fluxo adequado à gestante com ITU na UPA, e na RAS” e “Quais os nós criticos?
O resultado do colegiado, foi a construção coletiva, utilizando o FD, do fluxo abaixo: Gestante abre ficha na recepção da UPA; Recepção encaminhada à Classificação de Risco; Após ser classificada, a gestante realiza avaliação com o clínico e exames; O clinico, no caso de ITU, prescreve Fosfomicina (3g – dose única, diluída em 50 a 75 ml de água); Enfermagem realiza a diluição e administração da medicação, sob observação, após a gestante esvaziar a bexiga; Após administração da medicação, a enfermagem orienta a gestante a não urinar por 3 horas (para o medicamento permanecer no organismo) e libera a gestante com referência para a UBS de origem, com a informação para a AB, realizar, após 7 dias, da administração do medicamento, novo exame de urina; A farmácia da UPA (a qual controla a utilização do medicamento), envia mensagem, através de correio eletrônico, para a farmácia da UBS do território, a fim de passar o caso e solicitar acompanhamento; Um dia após o atendimento da gestante com ITU, a gerente da UPA, envia correio eletrônico – e-mail, à UBS, com todas as informações regerente ao atendimento à gestante. O resultado da pesquisa revelou que, com intuito de desatar um dos nó, ausência de dados referente a MMIF, o RT de Enfermagem, pactuou com a equipe, apresentar o Dashboard – painel de informações e indicadores, enviados pelo Comitê de Vigilância do Óbito Materno Infantil e Fetal de Mauá referente a Mortalidade Materna Infantil e Fetal .
Imprescindível destacar que, a redução da mortalidade materno-infantil, em especial a materna, são resultados de diversas ações, tais como: organização dos processos de atenção, acolhimento precoce das gestantes no pré-natal, estratificação de risco e vinculação da gestante, conforme estratificação de risco, ao hospital mais adequado para atender o seu parto, bem como o processo de capacitação e formação dos profissionais de saúde em todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde. Sendo assim, considerando que a implantação de processos de trabalho e fluxos, tem como objetivo, subsidiar o desenvolvimento das intervenções, de forma sistematizada e organizada, garantindo agilidade, segurança e integralidade do atendimento, o qual refletirá na qualidade da assistência às Gestantes. A utilização do FD, além de ser um instrumento de gestão, nesse caso, utilizado para desenvolver e implantar um fluxo, para garantir o adequado manejo à gestante com ITU no atendimento na UPA, desperta na equipe a sensação de pertencimento, pois, é garantido a todos a participação, o que inclui, ter lugar e voz nos processos decisórios. O resultado da utilização do FD foi tão efetivo, que reverberou nas demais UPAS (N=3), as quais, passaram a utilizá-lo.
Fluxograma descritivo; atendimento; gestante.
Elisabete Aparecida Ribeiro José, Ricardo Dias de Oliveira