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A experiência que vamos relatar ocorreu no município da Estância Turística de Eldorado/SP, cidade com quinze mil habitantes, terra de quilombos, indígenas e ribeirinhos. O mês de trabalhamos a temática da prevenção ao suicídio, o público alvo da ação foram jovens e adolescentes, sendo assim a nossa proposta era percorrer as escolas estaduais, local esse que se concentram o nosso público alvo (12 a 18 anos) . O que motivou a nossa ação nas escolas foi a alta demanda vinda das escolas, observamos que após a pandemia do Covid-19 o índice de ansiedade, automutilação, ideações suicidas aumentou entre o público jovem. Para melhor atender a demanda, a intervenção precisaria ocorrer de forma intersetorial, não apenas representado pela saúde, mais sim por outros atores. Fizemos parceria com educação e social, uma ação de forma intersetorial fortalece território o e atinge uma maior parte da população. E juntos desenvolvermos uma ação, visando a proteção, segurança e informação para os adolescentes e profissionais. Sendo assim, nossa ação iniciou no mês de Setembro de 2023.
Proporcionar conhecimentos e informações seguras para os estudantes e toda comunidade escolar, procurando desmistificar que falar em saúde mental é coisa de “louco”, procurando diminuir os estigmas do sofrimento mental.
O público alvo de nossa ação foram as escolas estaduais, escolas essas que se concentram em áreas rurais, quilombolas e centro, o primeiro contato que tivemos foi com os responsáveis pelas escolas, na figura dos diretores e coordenadores, o primeiro encontro ocorreu no dia 6 de setembro, onde realizamos uma roda de conversa que foi mediada por um profissional de psicologia, que teve como objetivo sensibilizar as equipes escolares sobre o tema, visando o olhar e a escuta para o tema. No decorrer do mês de Setembro a equipe do CAPS percorreu as escolas estaduais, com a tem temática “valorização pela vida”, em cada escola estadual que visitamos, escolas rurais e quilombolas, contamos com a presença da estratégia da saúde da família, agentes comunitários e o psicólogo da atenção básica, vimos a importância de envolver todo território em uma ação tão importante. Cada escola que visitamos apresentou sua singularidade que procuramos trabalhar com empatia e respeito cada situação, observamos a carência de informação entre o público adolescente. Através de dinâmicas e rodas de conversas, vídeos e músicas realizamos uma reflexão sobre a valorização pela vida. Apos cada ação, as demandas levantadas foram atendidas pelos profissionais de psicologia e dados seus seguimentos. Em conjunto com a equipe do CRAS realizamos roda de conversa juntamente com o público do Programa de Transferência Renda, levando informações para as famílias sobre a valorização da vida.
Falar em saúde mental entre os jovens precisa fazer parte do dia a dia nas escolas, não pode mais ser “tabu”, vimos a ação como algo positivo, termos percorrido as escolas estaduais juntamente com a ESF em seus diferentes territórios, com a temática valorização pela vida, foi um avanço importante para dentro da área de saúde mental. As parcerias formadas, juntamente com os setores da Educação e do Social vieram nos mostrar que a chave do sucesso está em pensar e planejar as ações de forma intersetorial, tendo como objetivo geral de levar conhecimento e informações seguras para os estudantes e toda comunidade escolar, procurando desmistificar que falar em saúde mental é coisa de “louco”, procurando diminuir os estigmas do sofrimento mental do público jovem. Essas ações proporcionaram também a criação de espaços lúdicos para atendimento dos jovens, local esse em que puderam falar sobre seus sentimentos e emoções, recebendo apoio e orientação, e o mais importante que não é frescura, que o jovem também sofre, que jovem sente medo que precisa ser ouvido e respeitado em seu sofrimento, uma fala de um adolescente nos chamou a atenção “ às vezes percebo que querem diminuir minha dor”. Deixamos claro em cada ação, seja com os estudantes, com os professores, lideranças de escolas, que toda dor precisa ser respeitada e toda voz precisa ser ouvida, ouvida sem interrupção.
Diante da ação em prevenção ao suicídio, aprendemos que para um trabalho dar resultado precisa ser realizado em rede, de forma intersetorial. Ação tem que ser em conjunto. Os trabalhos realizados de forma isolada não darão conta. Sendo ação para falarmos em proteção a saúde mental dos jovens e adolescentes precisamos unir a rede intersetorial e percorrer o território, mostrando assim para a toda comunidade que os serviços estão unidos para juntos apoiar os jovens em seus sofrimentos. A ação realizada de forma intersetorial fortalece a rede de proteção do território, mostrando assim para a população que existem setores e profissionais que estão ali para apoiá-los e auxilia-los no precisarem, que não é uma simples ajuda e sim um amparo legal. Sendo assim, essas ações intersetoriais precisam ser fortalecidas, não apenas no mês de setembro, mais sim constantemente, para que juntos possamos proteger e amparar a saúde mental dos adolescentes.
setembro amarelo, intersetorialidade, adolescente
Simone Mendes da Silva Linsenmayer, Rafaela das Neves Fernandes, Andre Luiz Lopes, Isaura Cunha Silva, Gustavo de Oliveira Bonifácio, Maria Aparecida Pereira Martins, Dilneia Mendes, DAYANE APARECIDA DE MORAES