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A Unidade Integrada de Reabilitação -UNIR, é o equipamento da Atenção Secundária em Saúde no município de Ubatuba, responsável pelos cuidados de assistência em reabilitação motora e auditiva, com equipe multidisciplinar, e tendo como público prioritário a Primeiríssima Infância e Pessoas com Deficiência. A equipe multidisciplinar, passou por várias mudanças em sua composição, sempre contando com as especialidades de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicologia, mas em alguns períodos, tendo numero de profissionais reduzido ao mínimo, o que resulta em longas filas de espera para atendimento individual dos casos não prioritários. Desde 2019, a equipe multidisciplinar, vem estudando maneiras de reduzir filas de espera, que aumentaram a medida em que aumentaram os encaminhamentos de casos de atraso de desenvolvimento e ou de linguagem, com idades mais precoces, e que ao longo do processo de avaliação ou tratamento eram diagnosticados como Transtorno do Espectro do Autismo. Para definir metas e otimizar os horários escassos dos terapeutas, medidas como avaliações multidisciplinares, atendimentos compartilhados, fluxos de encaminhamentos foram sendo desenvolvidos, e as experiencias com os casos levados para discussão em equipe, culminou com a elaboração do Protocolo de Assistência nos casos de diagnostico ou hipótese diagnostica de TEA. Após o período de pandemia, foi necessário o desenvolvimento e atualização do protocolo para que as redes pudesse melhor atuar
Descrever o fluxograma e organograma desenvolvido na Unidade de Reabilitação, a fim de otimizar a assistência à criança com hipótese diagnóstica ou diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
A equipe se reuniu semanalmente, fez estudos, desenhou modelo de avaliação, grupo de orientação parental, enquanto não havia vaga de atendimento individual, desenvolveu linha de cuidados juntamente com CAPSIJ e Atenção Primaria em Saúde
O protocolo foi efetivado, a sequencia do cuidado da criança com TEA na Rede Municipal tem seu fluxograma de acordo com as evidencias de aplicação de testes para o direcionamento na Rede, e se mesmo com a equipe reduzida, as famílias estão encontrando suporte necessário para o cuidado e manejo das condições das crianças, dentro de um prazo menor que os dois anos (aproximadamente), em que ficavam no aguardo do acompanhamento. Desta forma o caminho que a família percorre dentro da Rede de cuidados, desde Atenção Primaria, até o serviço especializado tem sua logica, e envolve inclusive a equipe de educação, proporcionando a família e a criança um cuidado integrado e numa comunicação mais segura e assertiva .
Considerando a angústia da peregrinação dos pais das crianças com TEA em busca de acompanhamento terapèutico de qualidade, considerando a dificuldade do município em absorver essa demanda com responsabilidade, a implementação de ações protocolares diminuiu as incertezas dos familiares e emergiu como um ponto de apoio à equipe multiprofissional envolvida, a segurança da unificação do discurso da equipe emerge como um bálsamo tranquilizador aos pais, as açoes protocolares não precisam ser engessadas, mas a linha deve estar estabelecida, para nortear as direções e os caminhos a serem percorridos. Essa construção se faz a muitas mãos, e traz em seu cerne o espirito do nosso Sistema Único de Saúde, onde seus trabalhadores fazem estradas onde há pouco não existia sequer , caminhos. è a construção coletiva, com inumeros atores que sempre fortalece a saúde pública, com dificuldades, mas com qualidade!
Transtorno do Espectro do Autismo, Protocolo TEA
LEOVIGILDA CÉSAR, Bruna Ramos da Cruz, Elisangela Weitzel, Elza Rosa da Silva Porce, Luciana Cristina de Oliveira, Ralph Casarsa, Maria Olívia Pimentel Samersla, Bruna Maria Tiecher