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No Brasil em 2021 houve cerca de 74.385 casos novos tuberculose notificados no SINAN.Em relação a tuberculose multidroga-resistente, foram 1104 casos novos entre os anos de 2015 e 2023. No ano de 2020, 20% dos usuários em tratamento por tuberculose droga-resistente, abandonaram o tratamento (BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO, 2023). O Ambulatório de Tuberculose de Santos é a referência secundária e terciária para os pacientes que apresentam hepatotoxicidade aos medicamentos, recidiva ou retratamento, tuberculose extra-pulmonar, micobactérias não tuberculosas, resistência à Rifampicina detectado no Teste Rápido Molecular e casos de tuberculose com resistência às drogas. A adesão ao tratamento é um processo multifatorial, com indicadores do estado de saúde, social e psicológico.Estes possibilitam que o paciente falte nas consultas ambulatoriais, prejudicando suaconduta terapêutica.Portanto, é preciso favorecer a adesão ao tratamento, promovendo o acolhimento no serviço de saúde, buscando os faltosos e orientando-os sobre a importância de realizar o tratamento corretamente (BRASIL, 2021). Considerando o atual cenário, buscar os motivos da falta em consultas, segundo a percepção dos usuários, tem potencial para elaboração de planos estratégicos, a fim de aumentar a adesão as consultas no ambulatório de tuberculose de Santos, contribuindo com a redução do abandono do tratamento na região.
Levantar a percepção dos usuários a respeito da sua falta na consulta de rotina no ambulatório de tuberculose de referência da Baixada Santista.
Trata-se de um estudo retrospectivo, quantitativo, através da análise e descrição da percepção do usuário acerca da sua falta nas consultas de rotina no ambulatório de tuberculose referência na Baixada Santista. Os dados foram coletados de fonte secundária, através de levantamento da percepção do usuário descrito em caderno de agendamento de consultas. Os dados foram levantados entre o período de julho de 2023 a outubro de 2023. Os critérios de inclusão foram: usuários portadores de tuberculose multidroga-resistente, faltosos em, pelo menos, uma consulta de rotina no ambulatório de tuberculose referência da Baixada Santista, que responderam à ligação realizada por funcionária do local, justificando a sua ausência, e que fosse maior de 18 anos. Já os critérios de exclusão foram: usuários portadores de tuberculose extrapulmonar e usuários portadores de micobactérias não tuberculosas. Para a análise, primeiro foi realizada a pré-análise, na qual foi feita a transcrição na íntegra das justificativas pela falta nas consultas, coletadas no caderno de agendamento, posteriormente, a leitura e, por fim, a confecção de um quadro de análise das categorias identificadas.
O caderno de agendamentos foi consultado, considerando julho a outubro de 2023. O campo observado foi o de “motivo para falta em consulta”.Houveram 16 faltas, sendo 6 (20%) referentes a julho, 3 (11%) referentes a setembro e 7 (24%) referentes a outubro, no mês de agosto não houveram faltas. No contato com os faltosos, os colaboradores não tiveram sucesso em 7 (44%%), pois o usuário não atendeu a ligação. Outros 9 (56%) usuários atenderam a ligação e responderam a pergunta via telefone (Qual o motivo para a falta na consulta no Ambulatório de Tuberculose?). Os motivos, segundo o usuário, para falta foram:atraso devido a transporte(n=1 11%),esquecimento (n=2 22%),abuso de álcool(n=1 11%),outro compromisso em mesmo horário(n=1 11%),confusão com datas(n=1 11%),exames não ficaram prontos(n=1 11%),necessidade de acompanhar parente em outro compromisso médico(n=1 11%),falha de comunicação entre atenção primária e ambulatório de tuberculose (n=1 11%). Eles foram categorizados em: fatores relacionados aos usuários, sendo considerados, “esquecimento”,“outro compromisso agendado no mesmo horário”,“confusão com datas” e “necessidade de acompanhar parente em outro compromisso médico” fatores relacionados ao serviços de saúde, considerando, “os exames não ficaram prontos” e a “falha de comunicação entre atenção primária e ambulatório de tuberculose” e por fim fatores relacionados às condições sociais, sendo, “atraso devido a transporte” e “abuso de álcool”.
Quando se trata de adesão ao tratamento da tuberculose multidroga-resistente, isto incluí a presença nas consultas de rotina que direcionarão a coordenação do cuidado. Essa adesão é um processo multi fatorial e dinâmico, que envolve fatores relacionados desde ao próprio usuário, como suas condições de vida, estilo de vida, acesso aos serviços de saúde. Também envolve a qualidade da atenção ao cuidado na Atenção Primária à Saúde. Portanto, torna-se essencial a criação de estratégias de saúde, que visam o acolhimento do usuário e viabilizem a busca ativa de faltosos no processo de tratamento da tuberculose multidrogra-resistente.
Tuberculose,adesão,tratamento droga-resistente
Beatriz Victoria Cândido da Silva Camargo, Sarah Midory Benigno Kamogawa Coutinho, Anna Karlla Amaral Andrade, Luize Fàbrega Juskevicius, Beatriz Atanazio da Silva, Secyra Magalhães da Silva, Thaís Alexsandra Batista de Souza Silva, Bárbara Ferreira de Melo