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A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável, crônica e exclusiva do ser humano, é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. Esta infecção resulta inicialmente no surgimento de feridas nos genitais e caso não tratada pode evoluir para formas mais graves, comprometendo principalmente os sistemas nervoso e cardiovascular. É uma doença de transmissão sexual, que também pode ser transmitida por transfusão sanguínea e na gestação através da transmissão vertical. Na gestação a sífilis pode trazer implicações severas, como abortamento, prematuridade e até manifestações congênitas resultando em recém-nascidos com sequelas da doença ou até mesmo podendo levar ao óbito fetal. Assim o rastreamento da sífilis durante a gestação é muito importante, e os serviços de saúde devem estar aptos para identificar o quanto antes a doença bem como diagnosticar tratar imediatamente as gestantes e parceiros para evitar reinfecção. Diante do exposto, torna-se importante conhecer o perfil epidemiológico dos casos de sífilis em gestante, de forma que a propor medidas para redução do número de casos, e consequentemente reduzir a incidência da sífilis congênita.
Identificar o perfil epidemiológico dos casos de sífilis em gestante entre as residentes na região da Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS) Penha no ano de 2023.
A região do estudo compreende está localizada na região Leste do Munícipio de São Paulo, com uma população estimada para 2023 de 472.223 habitantes. Sendo composta por 04 Distritos Administrativos (DA), sendo Artur Alvim, Cangaíba, Penha e Vila Matilde. Os serviços de Atenção Básica da região compreendem 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS), e todas têm entre suas atribuições realizar investigação de ISTs para todas as gestantes atendidas, incluindo a sífilis. Caso seja realizado o diagnóstico de sífilis, as unidades devem notificar o caso a UVIS Penha, utilizando a Ficha de Investigação de Sífilis em Gestante do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). De posse da ficha SINAN a UVIS digita os dados no sistema online do Ministério da Saúde, e concomitantemente preenche uma planilha eletrônica no modelo Excel com os dados necessários para acompanhamento do tratamento pela UVIS Penha, uma vez que o SINAN não possibilita o acompanhamento. Este estudo utilizou o banco de dados do SINAN, e também planilha excel, das gestantes notificadas com sífilis residentes na área, onde constam dados complementares, sendo excluídas aquelas que moravam em outros locais.
A região do estudo compreende está localizada na região Leste do Munícipio de São Paulo, com uma população estimada para 2023 de 472.223 habitantes. Sendo composta por 04 Distritos Administrativos (DA), sendo Artur Alvim, Cangaíba, Penha e Vila Matilde. Os serviços de Atenção Básica da região compreendem 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS), e todas têm entre suas atribuições realizar investigação de ISTs para todas as gestantes atendidas, incluindo a sífilis. Caso seja realizado o diagnóstico de sífilis, as unidades devem notificar o caso a UVIS Penha, utilizando a Ficha de Investigação de Sífilis em Gestante do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). De posse da ficha SINAN a UVIS digita os dados no sistema online do Ministério da Saúde, e concomitantemente preenche uma planilha eletrônica no modelo Excel com os dados necessários para acompanhamento do tratamento pela UVIS Penha, uma vez que o SINAN não possibilita o acompanhamento. Este estudo utilizou o banco de dados do SINAN, e também planilha excel, das gestantes notificadas com sífilis residentes na área, onde constam dados complementares, sendo excluídas aquelas que moravam em outros locais.
De 369 casos de sífilis em gestante residentes na UVIS- Pe, foram descartados 52 (14,0%) considerados cicatriz sorológica, 10,4% das notificações foram provenientes da vigilância laboratorial, o que demonstra uma subnotificação das Unidades de Saúde. O Distrito Administrativo com maior número de casos foi o DA Cangaíba, mas a UBS que concentra o maior número de casos não faz parte deste DA. Não se observa sazonalidade da doença, e os casos predominam na faixa etária de 20 a 29 anos. Aproximadamente um terço do diagnóstico é feito no 2º ou 3º trimestre, indicando a necessidade de orientar a equipe quanto à importância da realização do exame assim que feito diagnóstico e da repetição do exame durante o período gestacional. Há informação de tratamento para 39,7% dos parceiros, indicando a necessidade de melhorar a informação, para melhor identificar a realização do tratamento. O perfil epidemiológico das gestantes leva a concluir, que mesmo sendo uma doença de fácil diagnóstico e tratamento de baixo custo ainda há muitos casos de sífilis em gestante sem registro de tratamento, que tem como consequência o aumento da Incidência da Sífilis Congênita.
Perfil epidemiológico, sífilis, gestante
MARIA CLARA CARLOS NUNES, FABIANA BARBOSA BARRETO MELO, MARIO SHIGUEHICO UYEDA, SOLANGE VIOTTO DA SILVA, ROSÂNGELA ELAINE MINÉO BIAGOLINI