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Arboviroses são doenças causadas por vírus, transmitidos principalmente por mosquitos. . As arboviroses mais comuns em ambientes urbanos são : dengue, chikungunya e zikavirus, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. O ciclo de transmissão se inicia quando a fêmea do Aedes Aegypty pica uma pessoa com dengue, o tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12 dias. Depois de adulto, o mosquito Aedes Aegypti vive em média de 30 a 35 dias, a fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante sua vida, ela pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, preferencialmente em água limpa e parada. O Aedes costuma picar as pessoas durante o dia. Os ovos do Aedes podem sobreviver até 450 dias (aproximadamente 1 ano e 2 meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco. Se este local receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo e atingir a fase adulta de 2 a 3 dias. Essa alta resistência dos ovos é um dos fatores que dificultam a erradicação do mosquito. O município de Bastos possui muitos moradores que utilizam a reciclagem como meio de sobrevivência, sendo uma preocupação em relação as arboviroses. Por muito tempo a equipe de endemias do município trabalhou na orientação aos munícipes quanto a desfazer os possíveis criadouros, virando recipientes, colocando terra em outros e larvicidas, porém sem a retirada imediata dos mesmos das residências, esse movimento só acontecia quando eram realizados mutirões de limpeza na cidade.
Descrever a experiência exitosa da equipe de vigilância em saúde do município de Bastos, cujo objetivo é eliminar os criadouros do mosquito Aedes Aegypti, contanto com o perfil dos munícipes.
Para iniciar a ação de eliminação dos criadouros, foi realizada a transferência dos agentes de endemias que antes ficavam alocados na vigilância em saúde, para as Unidades Básicas , sendo um agente para cada unidade; com isso houve a integração dos mesmos à equipe de saúde, Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Endemias (ACEs) para desenvolvimento da atividade pertinente no combate as arboviroses. Com a integração das equipes formaram-se grupos nos territórios para a visita nos domicílios , aqueles com presença de larvas foram sinalizados e imediatamente a equipe retirava os criadouros e depositava-os na calçada, onde esses seriam retirados pela equipe da vigilância em saúde no mesmo dia, através de uma caminhonete e encaminhando-os ao destino final (setor de reciclagem da prefeitura).
A ação de retirada de criadouros aconteceu de fevereiro/23 até dezembro/23. A referida ação repercutiu ao longo do ano e com reflexo em 2024, pois em janeiro e fevereiro de 2023 foram notificados 331 casos positivos para dengue enquanto entre janeiro e fevereiro de 2024 foram notificados apenas 2 casos positivos para dengue. A ação de retirada dos criadouros juntamente com a educação em saúde, tornou-se uma rotina de trabalho para os profissionais envolvidos, agregando o exemplo aos moradores do município.
Diante da ação realizada e dos resultados obtidos, entendemos a efetividade da mesma uma vez que estamos iniciando o período sazonal de dengue, o nosso município se encontra em um cenário de transmissão silencioso enquanto os municípios vizinhos já se deparam com um cenário de risco moderado para dengue.
Criadouro, Dengue, Arboviroses
Renata Miniaci, Cristina Joaneto de Alencar