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Entre os principais fatores que podem levar os indivíduos a morar nas ruas estão a ausência de vínculos familiares, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental, além do desemprego. Em 2013 com a implantação do CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, iniciou a necessidade de ações articuladas com Vigilância Epidemiológica. Diante das dificuldades cotidianas enfrentadas pela população de rua que estão sujeitos a desenvolver doenças como as ISTs/AIDS, tuberculose e doenças de pele, fez-se necessário que os multiprofissionais do CREAS e Vigilância Epidemiológica, programassem datas estratégicas no ambiente em que os moradores frequentam diariamente, para realização de testes rápidos, medicação supervisionada, cuidados, vacinas para a prevenção de doenças infectocontagiosas além de acolhimento com escuta.
A parceria entre Vigilância epidemiológica e Creas na realização de datas estratégicas para a realização de testes rápidos e vacinas, para a prevenção e diagnóstico de doenças infectocontagiosas para orientações e cuidados da população em situação de rua e da saúde pública em geral.
No início de 2014, as abordagens iniciaram pelo cadastramento desta população, resultando em 08 pessoas cadastradas, com a inauguração do Creas, este serviço passou a ser referência desta população. Sendo assim, os cadastramentos acontecem anualmente e assim a escuta sobre os cuidados que necessitam como encaminhamentos pertinentes, atualização de documentos, benefícios tornam-se mais frequentes. Em 2019, através da parceria com a Vigilância Epidemiológica, facilitou o acesso para realização de testes rápidos de sífilis, HIV, hepatite C, supervisão de medicação de tuberculose e antirretroviral, atualização de vacinas e coleta de material para tuberculose. Em 2020 foram cadastrados 18 indivíduos em situação de rua e em 2021, 28 pessoas que foram qualificadas em ficantes e moradores de rua. Em 2022 – 34. Em 2023 – 41.
Apesar dos esforços empreendidos em acolher, sensibilizar e muitas vezes restaurar o vínculo familiar dessas pessoas, observamos que os mesmos são resistentes a qualquer forma de ajuda oferecida, , pois são eles próprios quem definem o tipo de cuidado e o momento de suas vidas em que querem ser ajudados. Por esta razão, os resultados física e mentalmente foram “destruídos”, e permanecem no tratamento o tempo necessário para se sentirem fortalecidos, não levando o tratamento até o fim. E os indivíduos que tiveram seus resultados reagentes estão em tratamento ambulatorial, medicações supervisionadas para tuberculose, antirretrovirais, e alguns receberam as vacinas influenza, covid, antitetânica, hepatite, SCR e febre amarela sendo assim, o indivíduo está preparado para resgatar sua cidadania não oferecendo risco a população.
A parceria realizada se torna para estes indivíduos em situação de altíssima vulnerabilidade e risco social, um espaço de acolhida, de cuidado, de orientação, onde os vínculos são construídos e fortalecidos de acordo com a disponibilidade internas deles e não mediante a imposição social.
PARCERIA, MORADORES SITUAÇÃO DE RUA, CUIDADO
Maria de Lourdes Cordeiro Santana, Cristiane Aparecida de Carvalho, Joyce Aparecida Couto