Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Este trabalho foi desenvolvido no município de Marília/SP em outubro e novembro de 2023, e retrata as fragilidades percebidas para alcançar as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunização – PNI para crianças menores de 01 ano de idade. O município possui uma população de estimada 237.762 segundo o senso do IBGE 2022. A Atenção Básica à Saúde é composta por 60 Unidades Básicas de Saúde lotadas em 53 estabelecimentos equipados com sala de imunização, com cobertura de Estratégias Saúde da família de 70,66% de acordo com o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica – SISAB. Analisando os indicadores, observa-se queda significativa das coberturas vacinais a partir 2015 com agravamento no cenário nos anos de 2021 e 2022. Com o programa Previne Brasil, instituído pela Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019, fomentou a discussão no alcance das metas de vacinação por faixa etário e imunobiológicos. Diante do cenário de estagnação nos indicadores de coberturas vacinais, buscou-se compreender as causas mais relevantes no município e dentre diversos fatores que vem culminando nos resultados insatisfatórios.
Objetivo geral: • Alcançar os indicadores de vacinação preconizado pelo (PNI). Objetivo específico: • Qualificar e sensibilizar os gestores locais para a relevância da digitação das doses de vacinas no sistema de informação oficial e-SUS Atenção Básica – e-SUS AB e manter as fichas espelhos como instrumento secundário; • Problematizar os indicadores alcançados com os enfermeiros a cada quadrimestres e fortaleceres como multiplicadores no território de abrangência. • Realizar analise os indicadores correlacionando com a população estimada por meio do cadastro do cidadão e fichas espelho. • Problematizar os indicadores e pactuar metas com os enfermeiros a cada quadrimestre; • Formar multiplicadores a partir das experiências exitosas compartilhadas; • Fortalecer a intersetorialidade.
Durante as visitas de supervisão nas salas de vacinas da Atenção Primária à Saúde – APS, reuniões, educações continuadas e permanentes periódicas com a equipe de enfermagem, os gestores da Vigilância Epidemiológica e PNI, empregou análise qualitativa com as seguintes percepções que podem estar contribuindo para baixa cobertura vacinal: a alta rotatividade de profissionais de enfermagem; displicência por parte dos profissionais em compreender a importância da digitação das doses administradas no ato da vacinação e transcrição das mesmas quando não lançadas previamente no e-SUS AB; desprestígio aos sistemas de informações oficiais quando comparados a ficha espelho de vacinação, que ainda é compreendida como a ferramenta mais relevante para registro e armazenamento de dados. Outro ponto pertinente e reconhecido é a resistência em compreender que o cidadão está vinculado ao município e que na ausência da digitação das doses aplicadas previamente por um descuido, é necessário a digitação na próxima visita, independentemente do local de atendimento na APS. Tal situações tem como objetivo manter os dados dos cidadãos atualizados, em especial crianças menores de cinco anos de idade. Com as adversidades e implicações, estabeleceu-se parceria com a Secretaria Municipal da Educação em outubro de 2023, para que no ato da matrícula escolar, o responsável pela criança apresente a impressão da caderneta de vacinação emitida pelo e-SUS, tornando este um documento oficial para fins escolares.
Nos meses de outubro e novembro de 2023, transcorreu a matrícula e rematrícula escolar na rede pública e privada no município, e neste período reconheceu fragilidades importantes nos registros de doses no e-SUS AB e no Sistema de Informação – Programa Nacional de Imunização – SI-PNI (clínicas privadas de imunização e hospitais), gerando lentidão no atendimento a este público alvo, concretizando as percepções acima citadas. Após a implantação da caderneta impressa do e-SUS AB como documento oficial para comprovar o esquema vacinal completo no ato da matrícula escolar, tanto na Rede de Ensino Pública e Privada no município de Marília, constatou aumento na cobertura vacinal em crianças menores de 01 ano de idade comparando os anos de 2022 (a) e 2023 (b): BCG (a: 100,92% – b: 100,99%), Hepatite B dose D (a: 71,69% – b: 98,88%), Rotavírus (a: 86,26% – b: 89,52%), Meningocócica tipo C (a: 90,45% – b: 90,89%), Pentavalente (a: 86,15% – b: 90,89%), Pneumocócica 10 valente (a: 90,60% – b: 93,25%), Poliomielite inativada (a: 85,95% – b: 90,93%) e Febre Amarela (a: 68,83 – b: 77,72) e atingiu a meta do Previne Brasil em 95% nas vacinas Pentavalente (previne contra a difteria, o tétano e a coqueluche (ou pertussis), as doenças invasivas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo B) e contra a Poliomielite inativada trivalente, em crianças menores de 01 anos de idade, cadastrados e acompanhados na Estratégia Saúde da Família.
As supervisões em salas de imunização nas Unidades Básicas de Saúde, encorajou os gestores da Vigilância Epidemiológica e Programa Municipal de Imunização à dedicar-se sobre as problemáticas percebidas nos relatos dos profissionais de enfermagem. As experiências despertou interesse no aperfeiçoamento das estratégias praticáveis nas equipes de saúde, considerando e agregando saberes obtidos pelos profissionais da atenção básica nos distintos territórios. O empenho dos gestores para a qualificação dos dados e melhoria dos indicadores estabelecidos pelo PNI e Programa Previne Brasil continuará nos anos subsequentes para a eliminação e controle de doenças imunopreveníveis.
Coberturas vacinais, fragilidades, e-SUS AB.
Juliana Carvalho Bortoletto Gomes, Alessandra Arrigoni Mosquini, Flávia Bueno Pelozo, Esther Pateise Yamashita Alves, Camila Reis Paris Servoni, Neuza Kawashima, Suellen de Oliveira Ferreira Crepaldi, Maria Aparecida de Souza Kuvabara, Angélica Tabeth Martins, Cristiane Aparecida salgueiro Ferreira