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Este trabalho foi desenvolvido, nos bairros do município de Barrinha/SP, através de métodos científicos, pesquisas, monitoramento, análise, mapeamento dos pontos críticos e controle de riscos sanitários da qualidade da água para consumo humano, visando adotar ações de melhoria, pela autoridade de saúde pública do município e monitorar o cumprimento dos padrões de potabilidade estabelecido pela Portaria GM/MS nº 888/21. Foram adotados os princípios e objetivos da Vigilância Sanitária de: Autuação e Metodologia, que visa a proteção, promoção e preservação da saúde.
Realizar o levantamentos do quantitativo e qualitativo das amostras de controle da qualidade da água para consumo humano, de forma que consiga identificar com maior rapidez e eficiência, as inconformidades, para servir como ferramenta de diagnóstico e aperfeiçoamento das ações da Visa-M, em todos os bairros do município de Barrinha-SP.
O método adotado foi o QUANTITATIVO, definindo um número maior de amostra coletadas, de forma que abrange todos os bairros, coletando somente no cavalete, deixando a água escorrer por um minuto, com o frasco de coleta identificado com o número da amostra e endereço correspondente. É realizado a aclimatação (lavagem) do frasco três vezes, preenchendo o frasco até a tampa e aferida a temperatura diretamente no frasco e acondicionar na caixa térmica com gelo reciclado. Foi identificado no mapa cartográfico da cidade, o posicionamento de cada poço e reservatório do município. Em cada bairro foi verificado a posição de início, meio e fim da rede, sendo selecionado de um a três pontos fixos de coleta (a depender do tamanho do bairro). Em janeiro foi realizado três dias de coleta por semana, em dezenove pontos, em Fevereiro foi realizado dois dias de coleta por semana em dezenove pontos fixos. Nos meses de Março e abril foram realizados dois dias de coleta por semana, de Maio em diante um dia por semana em vinte e seis pontos fixos, sendo alternado entre amostra de início, meio e fim de rede. Na coleta foram utilizados os seguintes materiais e equipamentos: Frasco de polipropileno de 500ml, Caixa térmica, gelo reciclado, Almotolia, água destilada, Termômetro digital Laser (calibrado em 12/2022), Fotómetro Micro 7 (calibrado 12/2022), fita teste cloro residual livre e fita teste PH.
No período analisado de 11/01 a 27/04/2023 totalizou 654 amostras analisadas nos 26 bairros, onde a cada dia de análise, coletava uma amostra em todos os bairros da cidade, mostrando que 432 (66,05%) das amostras estavam Dentro do Padrão para Cloro residual Livre e 222 (33,95%) das amostras estavam Fora do Padrão de Cloro Residual Livre. Janeiro: 96 amostras coletadas em 19 bairros, dentro do período de 11/01 a 31/01/2023, mostraram que 78 (81,25%) amostras estavam Dentro do Padrão e 18 (18,75%) amostras estavam Fora do Padrão. Fevereiro: 152 amostras coletadas em 19 bairros de 01/02 a 28/02/2023, mostrando que 92 (60,52%) amostras estavam Dentro do Padrão e 60 (39,48%) das amostras coletadas estavam Fora do Padrão. Março: 224 amostras em 26 bairros de 01/03 a 30/03/2023, mostrando que 141 (62,94%) amostras estavam Dentro do Padrão e 83 (37,06%) das amostras Fora do Padrão. Abril: 182 amostras em 26 bairros de 03/04 a 27/04/2023, mostrando que 121 (66,48%) amostras estavam Dentro do Padrão e 61 (33,52%) das amostras estavam Fora do Padrão.
Outro fato, é que, em compilação dos dados do mesmo período realizado pelo responsável técnico do SAA, registrado no SISAGUA, não demonstram esses dados, pois o plano de amostragem cobre o mínimo estabelecido pela Portaria GM/MS nº888/21, mostrando ineficiente para identificar as inconformidades. Com base nesses fatos a Visa-M concluiu que o plano de amostragem “MÍNIMO” deve ser reavaliado, seu quantitativo e qualitativo, de forma que, consiga identificar com maior eficiência as inconformidades em todo sistema de abastecimento de água, conforme determina o artigo 14 inciso X e artigo 44 da Portaria GM/MS nº888/21. Diante da avaliação realizada neste trabalho, concluiu a necessidade da Visa-M reavaliar o Plano de Amostragem pactuada pelo S.A.A, estabelecendo um quantitativo mínimo de amostras maior, a serem coletadas, para melhorar a qualidade do sistema de desinfecção da água e a infra estrutura do sistema de tratamento, pois a amostragem ‘MÍNIMA” prevista pelo S.A.A, não se mostrou eficaz para identificar em todos os bairros, as inconformidades de potabilidade.
Qualidade da Água, Saúde e Qualidade de Vida
Leonice Alves Ribeiro, Rosângela Claudia Albertino