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A dengue é uma enfermidade infecciosa de quadro febril aguda pertencente as arbovirose, transmitida por artrópodes. Em 2023 o estado de São Paulo terminou o ano com 339.602 casos prováveis de infecção. Em Araçatuba-SP há casos da doença, em partes devido a condição ambiental (quente e úmido) que propicia o desenvolvimento do vetor e a manutenção da circulação do vírus. Os pacientes que estão com algum sintoma da doença que chegam as Unidades Básicas de Saúde (UBS) são prontamente acolhidos e atendidos pela equipe de estratégia da saúde da família (ESF), é realizado o teste rápido para dengue (NS1- a depender da data do início dos sintomas), e posteriormente, o paciente é notificado como suspeito para dengue (em caso negativo do exame ou o paciente fora do período para a realização do mesmo) ou confirmado para dengue. No entanto, o quadro da dengue pode começar a agravar a partir do 4-5 dia de sintoma e é nesse período que é de extrema importância o acompanhamento do paciente para cuidados, aconselhamentos e a realização da testagem com o exame IgM, caso o NS1 seja negativo. Justamente, pensando na execução desse monitoramento com qualidade e a dificuldade da consolidação das notificações realizadas pela UBS e demais estabelecimentos, surgiu a necessidade de um instrumento prático e resumido que propiciasse um acompanhamento de perto desses pacientes pela UBS permitindo que fosse disponibilizado o acompanhamento humanizado e empático com os pacientes suspeitos ou positivos.
Disponibilizar uma ferramenta tecnológica que contribua para o monitoramento de pacientes suspeitos e positivos de dengue para que ocorra o acompanhamento de forma humanizada, acolhedora e de qualidade.
Em reuniões da sala de situação da arboviroses percebeu-se a necessidade da criação de instrumento específico para auxiliar no monitoramento dos pacientes, visto que a UBS realiza o acompanhamento de todos os pacientes notificados. A partir desse momento foi criado estratégias que englobasse a UBS por inteira. Em associação a dispensações dos testes rápidos e sorológicos realizado pelos farmacêuticos de cada unidade, os mesmos atuam como centralizador das notificações e dispensações, sendo extremamente importantes para o registro na tabela das informações do paciente que são informadas na ficha de notificação como: nº da notificação, unidade participante, nome do paciente, idade, telefone, data da notificação e início dos sintomas, data da coleta, resultado NS1, classificação de acordo com os sintomas, coleta viral e dados relacionados aos testes de IgM/IgG que são informados após a busca ativa. Além disso, a planilha é alimentada semanalmente com os dados de pacientes notificados em outros estabelecimentos do município, propiciando o conhecimento rápido desses pacientes. Com base nos registros presentes na tabela inicia a atividade do monitoramento, os pacientes recebem telefonemas para verificar o seu estado de saúde, acompanhamentos médicos ou de enfermagem, acompanhamentos domiciliares pelo agente comunitário da área e buscas ativas para a realização do teste de IgM/IgG, assim como a realização a ação oportuna das atividades realizadas pelos agentes de combate a endemias.
As equipes aderiram 100% a ferramenta, inserindo as informações diariamente e a de outros estabelecimentos são inseridos semanalmente de forma remota automaticamente. A partir da utilização da tabela foi possível observar a qualidade do acompanhamento do paciente, o conhecimento de pacientes que são classificados com quadro de risco de acordo com a gravidade dos sintomas propiciando o acompanhamento de qualidade de acordo com a classificação do paciente. O sucesso do acompanhamento é devido a integração da unidade com o objetivo central ser a atenção ao paciente até a melhora da sua condição clínica e a manutenção da história clínica do paciente. Além disso, o processo de trabalho foi revitalizado propiciando a assertividade da ação do Agente Comunitário de Saúde na busca ativa desses pacientes e realização das atividades de acompanhamento próximo ao paciente. Em adição, com base no controle das notificações e na qualidade da mesma a informação chega em tempo oportuno aos Agentes Comunitários de Endemias para que possam realizar as ações nas regiões com casos da enfermidade, sendo assim realizamos o monitoramento dos que estão acometidos e auxiliamos na prevenção para que não ocorram novos casos da enfermidade. Todo o processo é monitorado a distância pela direção técnica das UBS por meio de relatórios criados através das tabelas.
Diante do exposto, a utilização de uma ferramenta eletrônica propicia a consolidação das informações trazendo agilidade no processo de trabalho de acompanhamento e monitoramento do paciente, propiciando um cuidado empático e humanizado ao indivíduo que está enfermo por uma doença grave como a dengue.
Dengue, Humanização, Tecnologia
Naiara da Silva Campos Albino, Gabriela Peres Teruel, Luis Felipe Pupim dos Santos, Lea Lofego Garcia, Carmem Silva Guariente, Thamiris Naiasha Minari Ramos