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As vulnerabilidades decorrem de determinadas áreas urbanas em relação a fenômenos climáticos perigosos estão ligadas a condições ambientais, sociais, econômicas e políticas. Mudanças exacerbadas no ciclo hidrológico pelo aquecimento global tendem a acentuar os riscos de perigos existentes, como inundações, deslizamentos de terra, ondas de calor e limitações de fornecimento de água potável tornando essa população exposta a risco de saúde pública (PBMC, 2016). A situação social e as doenças que prevalecem na população de baixa ou nenhuma renda estão relacionadas a insegurança alimentar, resultando no aumento da população com doenças decorrentes dela. O cultivo de hortas contribui para promoção de saúde e bem-estar proporcionado pelos aspectos terapêuticos que esta prática oferece (PLANCLIMA)
Assegurar a sustentabilidade de hortas orgânicas em espaços comunitários, como estratégia de incentivo a alimentação saudável e criação de espaços terapêuticos de socialização comunitária. Objetivos específicos: 1. Utilizar e disseminar técnicas agroecológicas no manejo e o cultivo de hortaliças, medicinais e aromáticas; 2. Utilizar a horta como um espaço terapêutico e de socialização; 3 – Instalar sistema cisterna de captação de água da chuva para irrigação.
A primeira etapa da metodologia foi a identificação de programas públicos que incentivassem hortas urbanas na Cidade de São Paulo por meio de parcerias intersetoriais com a proposta que compreende a implantação de um espaço de convivência, sistema de irrigação autônomo com captação e água da chuva e treinamentos sobre técnicas agrícolas em comunidades de baixa renda. A segunda etapa da metodologia junto aos profissionais de saúde, voluntários e diretoria da ONG, elaboração uma estratégia que possibilite a criação de ambientes dentro da ONG que propiciem ações socioeducativas educativas com cultivo de hortas medicinais, aromáticas, ornamentais e hortaliças e o incentivo da alimentação saudável. Além de otimização espaços ociosos, estima boas práticas de agriculta urbana em uma gestão participativa. No espaço de convivência sendo ofertado por profissionais de saúde, da UBS Vila Campestre, atividades socioeducativas mensais sobre educação em saúde, proporcionando maior sociabilização entre a população, troca de saberes populares e técnicos com foco na promoção de saúde. A utilização de técnicas de captação de água de chuva para irrigação da horta pode representar uma alternativa viável para hortas comunitárias, desde que a água captada seja utilizada de forma racional e promovendo o equilíbrio ecológico.
O Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) realizou a parceria com o Programa Sampa + Rural da SMEDT (Secretaria municipal de desenvolvimento e trabalho) que reúne iniciativas ligados ao desenvolvimento rural sustentável, à agroecologia e à segurança alimentar e nutricional da população. Por meio dos agrônomos da Casas de Agricultura Ecológica, prestam assistência técnica periódicas aos voluntários da horta comunitária. No ano de 2023 foram realizadas 52 atividades socioeducativas por profissionais de saúde nos grupos com a participação de 391 usuários sobre os temas: cultivo de plantas medicinais, aromáticas e hortaliças, alimentação saudável, utilização de materiais recicláveis para estrutura de hortas em pequenos espaços e lavagem correta dos alimentos com hipoclorito de sódio. Foram plantadas 290 mudas de diversas espécies entre elas: PANCS (plantas alimentícias não convencionais), hortaliças, ervas medicinais e aromáticas. Como incentivo a hortas em pequenos espaços foram doadas 216 mudas estimulando os usuários a ter sua própria horta em casa. A cisterna para captação de água da chuva foi instalada com a capacidade de armazenamento de 4000L água que garante a irrigação da horta em épocas de estiagem. A produção da horta é feita de maneira orgânica e participativa de modo que a maioria dos materiais para estrutura da horta foram feitas com reaproveitamento de recicláveis. Inúmeros benefícios na esfera ambiental, social e econômica para o território e entorno.
Eficiência do uso da água; técnicas de armazenamento de água e conservação; reutilização da água;;aproveitamento de águas pluviais são alternativas eficientes para de adaptação na infraestrutura urbana que minimizam os efeitos das mudanças climáticas. Bem como criação de espaços verdes para melhorar a drenagem e reduzir o efeito de ilha de calor urbana (PBMC, 2016). Portanto, o presente projeto destaca-se grande avanço na implantação de importantes estruturas que auxiliarão tanto na produção agrícola quanto no equilíbrio ecológico. Respostas eficazes de adaptação e mitigação dependerão de políticas públicas e medidas em várias escalas, apoiando o desenvolvimento de tecnologias necessárias para tal. Na perspectiva da saúde pública, parcerias com inciativas intersetoriais como esta que a UBS Vila Campestre realizou durante 2023 garante o acesso cada vez mais de usuários em espaços terapêuticos, de alimentação saudável e que promovem saúde
sustentabilidade, horta, orgânica, comunitária
Maria José Silvia de Alcântara, Regina Firmino, Aparecida Ana Leite de Souza, Mario Alexandre Antoniette Louro, Juliana Uchôa da Silva, Monalisa da Silva Dias, Vanessa Leonel Peterka