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O tempo de cada atendimento estipulado pela prefeitura de Guarulhos é de 15 a 20 minutos por paciente. Assim nesse curto período de tempo é difícil orientar e educar o paciente e tirar suas dúvidas durante o atendimento em relação a sua doença e ao tratamento. Uma das UBS do município é a ESF Jardim Jacy, localizada na região do Itaim. Essa população residente é uma população vulnerável, enquanto o IDH do município fica em 0,763 o IDH desse bairro é de 0,685. Assim educar a população e orientar quanto ao tratamento, doenças, prevenção e comorbidades é algo extremamente importante. Um folheto educativo é um descritivo, normalmente de uma folha apenas, contendo as principais informações sobre um determinado tema. Esse material possibilita que, quem o receba reveja esse tema quantas vezes necessitar. Assim, foi pensado que uma boa estratégia de Educação em Saúde, seria a elaboração e a distribuição de um folheto educativo relacionado a comorbidade do paciente, logo após a consulta, de modo a permitir que ele aprenda mais sobre a sua doença, como tratar e como prevenir. Com isso melhoraria a adesão e compreensão do paciente ao tratamento da sua condição.
Desenvolver folhetos educativos sobre as principais doenças para ser entregue para a população que frequenta a ESF Jardim Jacy logo após a consulta.
Como ferramenta para sua elaboração dos folhetos foi utilizado o Word 2013. Para a elaboração desses folhetos foi consultado as últimas diretrizes e evidencias científicas sobre o tema. Foram elaborados 9 folhetos educativos com os seguintes temas: alergias, alimentação saudável, diabetes, diarreia, dicas para dormir bem, constipação, doença da mão pé boa, sobre gastrite e refluxo e pediculose. Todos os 9 seguiam a mesma estrutura: primeiro definia o que era a doença ou a situação a ser abordada. Depois abordava as práticas para evitar a doença. No caso da gastrite e do refluxo junto ao folheto havia um anexo para que o paciente pudesse fazer o diário da cefaleia ou anotar os principais alimentos que causasse os sintomas de gastrite. Após cada consulta era dado um desses folhetos para o paciente se sua queixa ou morbidade tivesse relação com o mesmo.
A elaboração de folhetos educativos se mostrou um processo complexo, necessitando de bastante trabalho e cuidado para ficar bonito esteticamente e correto conceitualmente e em uma linguagem acessível. De modo geral tiveram uma boa aceitação por parte dos pacientes e muitos deles passaram a adotar as dicas nele escritos, melhorando a compreensão e a adesão do paciente. Entretendo eles foram pouco efetivos em uma situação: quando o paciente era analfabeto ou analfabeto funcional. Em algumas situações ele relatava que pediu para que algum familiar lesse para ele o conteúdo do folheto ou ele simplesmente não o usava. O que mostra que apesar de uma boa ferramenta, os folhetos educativos nem sempre são eficazes como ferramenta de educação em saúde, precisando analisar cada caso individualmente.
Os folhetos educativos se mostraram uma estratégia interessante de orientação Por ser material versátil e de fácil distribuição, a escolha do folder se mostrou prático e com uma boa aceitação por parte dos pacientes. Porém ele não pode ser efetivo em todas as situações e cada caso tem de ser individualizado. Como há uma importante população de origem hispânica no bairro em que ESF Jardim Jacy está inserida, pretende-se futuramente traduzir esses folhetos para o espanhol. Além disso também pretende-se abordar outros temas nesses folhetos, como a hipertensão e a amamentação.
Educação em Saúde, Folhetos educativos
Clara Andrade Prado Teixeira, Renart Larry Goda Fernandez