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Mundialmente, aproximadamente 422 milhões de pessoas têm DM e 1,6 milhões de mortes são atribuídas diretamente a essa doença, sendo que no Brasil, 107.760 óbitos em 2019 foram por DM. A literatura documenta como fatores associados ao DM características sociodemográficas, como é o caso das profundas desigualdades sociais, e em saúde, história familiar, obesidade, hipertensão arterial, prática insuficiente de atividade física, tabagismo e consumo de álcool. A prevalência de Diabetes, de acordo com o Vigitel, em 2021 para indivíduos com idade ≥ 18 anos foi de 8,6% para homens e 9,6% para mulheres. A mortalidade para indivíduos portadores de diabetes é 57% maior do que para a população geral. O diabetes é uma doença que não pode ser curada, mas sim gerenciada. Neste sentido, as práticas de gerenciamento dessa condição crônica representam as mais diversas formas de lidar com o DM, envolvendo o modo como o sujeito lida com a doença e tudo o que faz para promover cuidado. O gerenciamento representa também um lidar não somente com os sinais e sintomas da doença, mas uma interação entre profissional e usuário. Envolve o cuidado longitudinal, tornando o gerenciamento mais factível aos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS). Diante do exposto, a Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas (RDC) elaborou junto a Sociedade Brasileira de Diabetes uma capacitação para profissionais da atenção básica voltada ao Diabetes tipo 2.
Objetivo Geral: Capacitação para profissionais da saúde em Diabetes Tipo 2 pelo SBD. Objetivos Específicos: – Capacitar profissionais da saúde em diversas áreas de atuação em Diabetes tipo 2. – Capacitar profissionais da saúde sobre rastreamento, diagnóstico, tratamento, manejo e monitoramento do paciente na atenção primária em saúde. – Realizar atualização sobre diabetes tipo 2 para o melhor tratamento ao paciente.
Iniciamos no mês de janeiro de 2023 as tratativas com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) através do médico endocrinologista Dr. Domingos Augusto Malerbi e com a Presidente da SBD-SP Dra Sylka Rodovalho para a realização de capacitação sobre diabetes tipo II para profissionais da atenção básica. Foi elaborado conteúdo programático que abordaram os seguintes temas relacionados: • Panorama do DM, prevenção e rastreamento • Tipos de DM e frequência na população • Diagnóstico DM • Triagem/Diagnóstico DMG • Resistência à insulina • Evidências de prevenção primária em grupo de risco • Metas glicêmicas (abordar o legado dos estudos epidemiológicos sobre os benefícios do controle glicêmico) • Alimentação Atividade física • Tratamento medicamentoso baseado na fisiopatologia do DM • Atualização do tratamento em DM e de diretrizes • Além do controle glicêmico: vantagens dos inibidores do SGLT2 e análogos do GLP1 • Tipos de insulina • Utilização e armazenamento de insulina e insumos • Monitoramento de glicemias capilares • Esquemas de insulinização em DM tipo 2 • Complicações agudas • Rastreamento de complicações crônicas: DCV • Rastreamento de complicações crônicas: Doença renal • Pé diabético • Neuropatia • Doenças oculares • HAS no contexto do DM • Dislipidemia em DM • Obesidade • Fatores de risco CV no DM
Foram inscritos 130 profissionais de diversas áreas e unidades de saúde. Houve a discussão de casos e esclarecimento de dúvidas sobre o cuidado em Diabetes. As discussões foram ricas e propiciaram a formação dos profissionais.
O projeto com a Sociedade Brasileira foi pioneiro no formato executado e está sendo divulgado para outros municípios. A capacitação foi fundamental para que os profissionais pudessem esclarecer as dúvidas e atualizar conceitos e manejos. A Atenção Primária em Saúde tem papel primordial na tarefa do rastreamento, diagnóstico, manejo e acompanhamento dos indivíduos no território.
Diabetes na Atenção Básica.
Lígia Ortolani dos Santos, Letícia Teixeira Rocio, Diane Fernanda Bernal Calado Cardoso