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O procedimento de Triagem Neonatal Biológica, conhecido também por Teste do Pezinho ou Teste de Guthrie, tem como principal objetivo identificar distúrbios e doenças do Recém-Nascido (RN), garantindo tratamento imediato e acompanhamento médico diante de possíveis doenças detectadas. O diagnóstico precoce dessas condições é crucial, pois muitas delas podem não apresentar sintomas imediatos, mas sim causar danos irreversíveis à saúde do bebê se não forem tratadas precocemente. O teste do pezinho é, portanto, uma ferramenta essencial na prevenção e no cuidado da saúde neonatal. Apesar do procedimento ser realizado conforme as normas técnicas, há muito sofrimento e desgaste emocional envolvido durante a coleta, gerando desconforto e receio dos pais.
Relatar a experiência da equipe na coleta do Teste do Pezinho, preconizada na triagem neonatal no interior de uma unidade Estratégia Saúde da Família, associada à amamentação durante a coleta e o contato pele a pele materno, minimizando os sentimentos negativos envolvidos na prática.
Consiste em um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido em recém nascidos da Estratégia Saúde da Família em um município do interior do estado de São Paulo. A realização do teste do pezinho que anteriormente acontecia em sala de procedimento, separado da mãe, com intuito de minimizar angústias e sentimentos negativos passa a ser associado a técnica de amamentação e contato pele a pele.
O teste do pezinho é um exame obrigatório, que deve ser colhido do terceiro ao quinto dia de vida do bebê. Segundo o Ministério da saúde, entre os anos de 2012 e 2017, foram colhidos 14.546.968 testes, dos quais 17.410 tiveram detecção de alguma doença, o que corresponde a 0,11%. No decorrer dos anos, foi notado, que algumas das técnicas anteriormente empregadas durante a coleta do sangue eram ineficazes em nossa unidade, como por exemplo, separar o RN da mãe para que não houvesse sofrimento das partes. Porém, apesar de pouparmos o sofrimento da mãe, o bebê ainda assim passava por uma experiência dolorosa e por vezes traumática, o que nos levou a novas experiências, obtendo assim excelentes resultados. A principal ação realizada, foi conectarmos a mãe ao bebê, realizando a amamentação durante a execução do procedimento, e nossos resultados foram surpreendentes, inibindo tanto a dor do RN, quanto o sofrimento da mãe.
Essa nova metodologia trouxe além de menor desgaste emocional, maior apreço e conexão entre a população e a equipe de saúde. A meta empregada em nossa Unidade de Saúde, foi de reduzir ao máximo a angústia desnecessária dos pais e o sentimento de dor e vulnerabilidade da criança, proporcionando assim melhor experiência aos usuários e aos profissionais de saúde. Constatamos, que atingimos um grande marco na humanização deste procedimento, criando um laço de confiança entre os pais e os profissionais de saúde, devido ao cuidado e a cultura humanística implantada no momento da coleta.
Teste do pezinho; humanização; recém-nascido.
Luciana Alves Ferreira, Fernanda Pineda Torquato