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O Protocolo de Manchester trata-se de um método de triagem de pacientes que procuram o serviço de emergência, são usados para classificar os riscos e definir quais são os pacientes que precisam de um atendimento prioritário. Ou seja, com a ajuda desse método, torna-se possível discernir qual paciente está com um quadro que demanda um atendimento mais rápido daqueles com quadros mais brandos. Dessa forma, os casos mais urgentes são atendidos primeiro. Kevin Mackway, médico e professor, foram quem criou o Protocolo de Manchester, em meados de 1994. A partir de 1998, esse método começou a ser usado em todos os hospitais do Reino Unido. Hoje o método tem uma grande relevância ao redor do mundo e mais de 25 países já fazem uso do Protocolo de Manchester. Isso porque, esse método é muito eficaz, especialmente no que diz respeito à grande lotação das unidades de saúde. O método foi feito para distinguir em quais situações há riscos fatais, de perda de função ou mesmo de órgãos, por exemplo. Dessa forma, o paciente recebe uma pulseira, que identifica qual o nível de gravidade do seu quadro e também a prioridade de atendimento. A rede de Urgência e Emergência tem ênfase no cuidado com os pacientes em todos os pontos sendo assim a sua reabilitação como um todo.
Partindo do pressuposto que a Classificação de Risco Manchester, foi implantado no Pronto Socorro municipal de Bastos/SP para organização do processo de trabalho dentro da unidade, que se inicia no acolhimento com os enfermeiros em uma sala, onde consta aparelho de eletrocardiograma com acesso a plataforma on-line com laudos dos médicos cardiologistas de plantão, com funcionamento 24 horas, detector fetal, e todos materiais necessários para um acolhimento e uma escuta qualificada aos pacientes que estão presente na unidade de Urgência e Emergência. Frisando que todos os pacientes que passam pela triagem, todos saem com uma pulseira de classificação de risco, de acordo com suas queixas, ressalto também, que os enfermeiros são treinados anualmente pela Coordenadora de Urgência e Emergência. Durante esses quatros anos após a implantação do protocolo, ouve uma grande melhora significativa dos atendimentos, incluindo os atendimentos médico.
Trata – se de uma metodologia descritiva, com abordagem crítico – reflexiva, em um modelo de relato de experiências, sobre a implantação da Classificação de Risco de Manchester, destacando assim os desafios enfrentados durante esse caminho percorrido, tanto pelos profissionais, como também pelos os pacientes. A reflexão crítica é contínua sobre o processo de trabalho e sua transformação é uma característica marcante da humanidade e constitui uma parte central do processo de desenvolvimento humano. Em um processo de trabalho, as finalidades ou objetivos são projeções de resultados que visam a satisfazer necessidades e expectativas dos homens, conforme sua organização social, em dado momento histórico. Os objetos a serem transformados podem ser matérias-primas ou materiais já previamente elaborados ou, ainda, certos estados ou condições pessoais ou sociais.
A partir da implantação em 2019 iniciaram as dificuldades da equipe com a população, em entender o objetivo da classificação de riscos dentro do ambiente de Urgência e Emergência, que não era mais por ordem de chegada e sim por classificação de acordo com as queixas de cada paciente. Com o passar do tempo à própria população começou ter outro olhar, sendo assim os atendimentos começaram a fluir dentro do Pronto Socorro, o olhar dos médicos que compõem nossa equipe de enfermagem, facilitou para eles no atendimento clínico, ressalto também que tivemos apoio da gestão durante a implantação, que hoje esse método somente melhorou nosso fluxo.
Destaca-se que a implantação propriamente dita, é o principal desafio juntamente com a proposta inicial em 2019, e que foi realizada com sucesso, pela coordenação, equipe de gestão, equipe de enfermagem. Considerando que os registros de enfermagem embasam o trabalho de enfermeiro que atua na Classificação de Risco, uma vez que os dados registrados são fundamentais para atribuição do grau de risco do usuário. Emergencial: cor vermelha Pacientes que têm risco de morte imediato: Crises convulsivas; Paradas cardiorrespiratórias; Hemorragias sem controle. Muito urgente: cor laranja Pacientes em casos urgentes, atendimento, no máximo, 10 minutos. Dores muito severas; Cefaleia de rápida progressão; Arritmia sem sinais de instabilidade. Urgente: cor amarela Pacientes podem correr risco, atendimento até em 1 hora. Vômitos intensos; Desmaios; Dores moderadas. Pouco urgente: cor verde Pacientes em casos pouco urgente e que podem esperar até 2 horas. Dores leves; Viroses; Tonturas. Não urgente: cor azul Por fim, as pulseiras azuis são para identificar os quadros em que não há urgência para o atendimento, onde os pacientes podem esperar até 4 horas ou serem encaminhados para a unidade básica de saúde.
Equipe de Enfermagem: Persistência. Fortalecimento
Patrícia Alves de Lima Rodrigues Moreira