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Segundo a OMS, a cada oito adultos em todo o planeta, um é obeso, a projeção que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos no mundo estejam acima do peso. Organizações de saúde, sistemas de saúde e de ensino, alertam que a obesidade se tornou uma doença crônica, com a tendência de se agravar com o passar dos anos, se políticas públicas não forem consistentes para a diminuição dos danos causados pela obesidade, além de reduzir a qualidade de vida, possíveis doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer são associadas a essa condição. Nesse contexto, e pensando em combater esse agravo em Ilhabela, foi idealizado o Projeto Viva Leve, em parceria com a Atenção Básica, com o direcionamento a pessoas acima do peso ideal, na intenção de inserir hábitos saudáveis de alimentação e atividade física.
O objetivo do projeto é a promoção à saúde, através do controle da obesidade, empoderando e conscientizando individualmente e coletivamente a atenção à saúde sobre si mesmo, através de reeducação alimentar e atividade física.
Pacientes acima do peso ,das 8 Unidades Básicas foram convidados a participar do programa em sua segunda versão, cerca de 30 de cada, com idade entre 18 e 59 anos; Foram 157 usuários inscritos no total. Antes de iniciar a parte prática, com aulas de ginástica funcional na praia , todos os inscritos realizaram exames laboratoriais e avaliação física , obtiveram orientação nutricional e psicológica em grupo e receberam um folheto com o cronograma de reavaliações mensais com as datas de abertura e encerramento, além da informação de execução dos exames laboratoriais de inicial para posterior comparação com a do final do projeto. Concomitantemente ao projeto, outras atividades já oferecidas pela Secretaria de Saúde, foram indicadas para auxílio no processo de emagrecimento, tais como hidroginástica, caminhada e funcional. O trabalho incluiu dieta e dicas de reeducação alimentar efetivados pela nutricionista. Foram executados 240 exames laboratoriais para observar o comportamento de cada indivíduo e também contou com o acompanhamento da hepatologista da rede que avaliou exames alterados e solicitou exames complementares nos casos mais graves. Participação em eventos esportivos e trilhas , com exposição pública e com práticas de atividade física e encontros motivacionais junto à equipe de psicólogia. A Reavaliação do andamento do projeto foi executada mensalmente, em 7 momentos, com a medição de pesos e medidas, para acompanhamento e redirecionamento de acordo com as necessidade
Ocorreu uma melhora significativa na qualidade de vida, mudança dos hábitos alimentares inclusive da família mesmo que indiretamente, melhora do condicionamento físico e resultados dos exames laboratoriais dos participantes. Embora nem todos tenham alcançado o peso ideal, houve melhora nas condições gerais de saúde física e mental dos participantes, além da inserção da prática da atividade física no cotidiano, onde a maioria conduzia sua vida de forma sedentária. Observou-se uma redução significativa do peso corporal e medicamentos na maioria dos indivíduos do projeto, mesmo aqueles que não tiveram uma perda substancial em números de quilos, houve ganho de massa muscular. Também observou-se criação de vínculos e amizades .
O projeto demonstrou que não basta oferecermos serviços de saúde para prevenção de doenças e agravos não transmissíveis. É necessária uma ação direta e mais impactante para que os usuários consigam sair da zona de instabilidade em que se encontram.
Atividade Física Alimentação
Daniela Goes de Abreu, Junia Toscano de Britto