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A articulação entre Secretaria Municipal de Saúde de Diadema/São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo vem sendo fortalecida por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET-Saúde). Em sua décima edição, abordou o tema Gestão e Assistência e no município de Diadema, foi desenvolvido o projeto Reorientação da produção e da gestão do cuidado em saúde mental durante a pandemia de COVID-19”. Com o intuito de reforçar a articução ensino-serviço-comunidade, a proposta promoveu ações interprofissionais nos campos da gestão e da assistência, abrangendo a vigilância e a assistência às pessoas em situação de violência autoprovocada na Atenção Primária à Saúde (APS), como um dos eixos da produção do cuidado em saúde mental. O desenvolvimento e a implementação de formações em serviço para profissionais da APS representaram uma das ações resultante do PET-Saúde Gestão e Assistência no município de Diadema. OBJETIVO: descrever a implementação de uma formação em serviço para profissionais da APS sobre o cuidado às pessoas em situação de violência autoprovocada
descrever a implementação de uma formação em serviço para profissionais da APS sobre o cuidado às pessoas em situação de violência autoprovocada
relato de experiência com participação de estudantes, tutores e preceptores vinculados aos grupos tutoriais do PET – Saúde realizado em parceria com SMS de Diadema e os Cursos de Enfermagem e Medicina campus São Paulo e o Curso de Farmácia campus Diadema. Os dados foram construídos com base nos registros das reuniões dos grupos tutoriais realizadas entre 20/12/2022 e 07/02/2023 e na implementação da formação intitulada Violências na Atenção Primária à Saúde: sensibilização, formação e cuidado que ocorreu semanalmente de 07/03/2023 a 25/04/2023
: A formação ocorreu em quatro encontros presenciais, em uma Unidade Básica de Saúde. Primeiro encontro, intitulado Identificando e apurando a violência, destinou-se a sensibilizar os profissionais de saúde em relação ao cuidado às situações de violência e promover o reconhecimento dos diferentes tipos de violências por meio de discussão de caso e da coleta de relatos dos profissionais sobre experiências prévias com os diferentes tipos de violências. O segundo encontro, O que não é preenchido não é visto, objetivou discutir a importância do preenchimento da Ficha de Notificação (FN) de Violência Interpessoal e Autoprovocada para a vigilância epidemiológica e para as políticas públicas locais. Utilizou-se como estratégias a apresentação sobre dados locais da vigilância das violências no município, preenchimento simulado de uma FN e a disponibilização de um vídeo-tutorial e de uma cartilha orientadores do preenchimento. Terceiro encontro, Luzes, Preparação, Ação!, abordou as habilidades profissionais requeridas para o cuidado de pessoas em situação de violência. A estratégia do role play com debriefing foi aplicada e discutiu-se a atuação das diferentes categorias profissionais para o trabalho em equipe. O quarto encontro, Ações Intersetoriais, buscou refletir sobre os equipamentos do território que poderiam ser identificados para a conformação de uma rede de serviços articulados junto à saúde para responder às demandas das pessoas em situação de violência autoprovocada
A formação permitiu a troca de experiências construtivas entre estudantes, profissionais, tutores e preceptores. Para os 32 profissionais participantes, a formação resgatou a importância do espaço de compartilhamento e aprendizagem, reforçando a Educação Permanente para discussão dos nós críticos no trabalho em saúde. Estudantes se depararam com os desafios da produção de formações colaborativas e da complexidade inerente à prática profissional. A utilização de estratégias participativas, mesclando ações em pequeno grupo e socialização entre todos participantes, resultou em maior engajamento e implicação. A avaliação dos profissionais foi satisfatória em todos os quatro encontros, reiterando a potência de espaços de aprendizagem do trabalho como possíveis espaços mútuos de acolhimento e reflexão.
comportamento autodestrutivo, recursos humanos
Patricia Xander Batista, Babina Sabrina Brandão Vasques, Ana Iria de Oliveira Negrão, Ana Aline Pereira dos Santos Borges, Letícia de Oliveira Fernandes, Tatiane Ferrari Frangonari, Maiara Saboia da Silva, Fernanda Barbero de Sousa, Jessica Tome Moreira Dias, Gabriel Eduardo Campos Seixas, Eduarda Murari Matteucci Tavares Arcanjo, Giovanna Pontelli Monteiro, Helena Romann Tambelli, Giovanna Sartoti Donatti de Souza, Amanda Carolina Franciscatto Avezani, Isabel Ahn, Gabriela Ferreira Cruz dos Santos, Claudia Fegadolli