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O Centro de Reabilitação Física do município de São Bernardo do Campo CER IV é o único centro de reabilitação da cidade, sendo direcionado todos os casos de deficiência física para a equipe de reabilitação adulto. O serviço é direcionado para o processo de reabilitação inicial com acompanhamento multiprofissional pelo tempo necessário para a melhora da funcionalidade. A intervenção e condutas terapêuticas são divididas entre a equipe, paciente e familiares que são corresponsáveis pela melhoria, sendo orientado desde a triagem a organizar o cuidado envolvendo o paciente de forma ativa. Devido à gravidade e complexidade dos casos, geralmente a recuperação após reabilitação é parcial. Após o acompanhamento inicial na unidade o paciente é incentivado a acessar outros equipamentos da cidade para realizar atividades físicas para manter condições adquiridas e melhoria de qualidade de vida.
Analisar a triagem realizada no setor de reabilitação física adulto no CER IV de São Bernardo do Campo.
O acesso ao serviço é realizado a partir de um encaminhamento médico, da rede, que deve ser entregue presencialmente para a recepção e agendado pelo setor de regulação, para uma triagem inicial. Na triagem, é obrigatória a presença do paciente e acompanhante, portando relatórios e exames sobre as condições de saúde. Nesse dia é realizado entrevista por um profissional, geralmente fisioterapeuta, devido à dificuldade de mobilidade e transferência do paciente da reabilitação física e a frequência de adoecimento do cuidador por restrição na participação do paciente. Neste momento são coletadas e organizadas a história da deficiência e qualificada a funcionalidade, considerando a característica multiprofissional do serviço, podendo observar demandas específicas a partir de instrumento elaborado por toda equipe. Adicionalmente, é realizado encaminhamentos necessários e orientações iniciais do paciente e família sobre o processo de reabilitação e importância de um cuidado mais ativo.
Foram registrados 220 acolhimentos no período de janeiro à junho de 2023, com distribuição semelhante quanto ao sexo e estado civil (52% sexo masculino e 51% casados); pessoas com diferentes grau de escolaridade, sendo quase um terço com escolaridade maior (técnico ou universitário); a grande maioria (89%) moram com algum familiar e apenas 57% recebem benefício de aposentadoria/pensionista ou BPC. Quanto ao diagnóstico observados temos a maioria de pessoas que sofreram AVC (43%), 12% de amputados e 5% lesão medular, 5% doença Parkinson e 5% TCE. E apenas 55% tinham menos de 1 ano de lesão, e 22% já haviam passado por algum processo de reabilitação. Como seguimento após a triagem apenas 3% não tinham perfil e foram reencaminhados; 32% receberam orientação ou atendimento breve sendo a maioria devido a cronicidade; 32% foram admitidos na equipe sem avaliação devido a demanda mais direcionada para algum profissional e apenas 48% foram para a avaliação multiprofissional.
Atualmente poucos pacientes têm sido encaminhados de forma equivocada, entretanto o número de pacientes já reabilitados ainda é alto e tem dificultado o acesso precoce de casos novos. Importante ressaltar que casos de demência recebem apenas orientação para os cuidados. De modo geral, a triagem tem se mostrado eficiente para escolha do seguimento mais adequado, otimizando o momento de avaliação multiprofissional. Como perspectiva e otimização do processo de triagem faz-se necessário revisão de acesso de casos de retorno possibilitando o acesso mais precoce de casos agudos e subagudos para receberem orientações iniciais e redução do tempo de reabilitação.
PACIENTE, SUS, REABILITAÇÃO
Bibiana Caldeira Monteiro, Sintia Pereira Navarro Rodrigues, Luciana Prado Tavares, Luiza Franco de Andrade Ribeiro