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A infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) ocorre quando uma pessoa se encontra infectada pelo M. tuberculosis, agente etiológico da Tuberculose, sem manifestação da doença ativa. Embora nem todas as pessoas infectadas adoecerão com a forma ativa, elas constituem reservatórios do bacilo que podem ser reativados principalmente em pessoas com a imunidade comprometida, no caso as pessoas vivendo com o HIV//AIDS. Sabemos que a tuberculose é uma das causas de óbitos em pessoas vivendo com HIV/AIDS e que em 2017 foi iniciado o tratamento para a infecção latente da tuberculose como mais uma estratégia de eliminação da doença no Brasil. Os usuários vivendo com o HIV com CD4 350 células/mm3 puderam ter acesso a este tratamento, minimizando assim os casos de tuberculose ativa e o óbito por essa infecção. Nosso serviço iniciou assim o monitoramento de pessoas vivendo com HIV/AIDS com CD4 350, e/ou realização de prova tuberculínica (PT) em todos os usuários e quando disponível a realização do exame de IGRA para que pudéssemos iniciar o tratamento da ILTB em tempo oportuno e evitar assim a infecção ativa pela tuberculose em nossos usuários vivendo com o HIV.
O objetivo desse monitoramento era iniciar precocemente o tratamento para ILTB, reduzindo assim as formas ativas de tuberculose em pessoas vivendo com o HIV/AIDS em acompanhamento em nosso serviço. Assim podemos também interromper a cadeia de transmissão dessa doença que pode levar ao óbito principalmente nessa população.
Inicialmente realizamos um monitoramento através do sistema SICLOM que nos permite através do gerenciamento de relatórios, um relatório detalhado das pessoas vivendo com HIV com CD4 350, posteriormente excluímos dessa lista os usuários que já tinham histórico de tratamento para a tuberculose. Em consultas médicas é sinalizado ao infectologista os usuários aptos para iniciar o tratamento para ILTB que já recebem a prescrição que pode ser com o esquema de Isoniazida 300 mg por 9 meses (INH e 9H) ou Rifapentina 900mg+Isoniazida 900 mg/semana (3HP). Em planilha a farmácia controla as retiradas e tomadas da medicação por dose supervisionada mensal quando se era dado apenas de INH e por dose supervisionada semanal quando se é prescrito o 3HP. Passamos a monitorar também as recomendações de tratamento para ILTB no sistema SIMC, onde na aba TB-HIV, ele nos dá um GAP de tratamento de ILTB nos usuários do nosso serviço, mostrando quais estão aptos a realizarem o tratamento, porém permitindo a exclusão dos casos pelo nosso serviço caso o usuário já tenha realizado tratamento para tuberculose entre outros. Todos os usuários que iniciaram o tratamento para ILTB são notificados pelo profissional do serviço e essa notificação é enviada a Vigilância epidemiológico Municipal. As saídas dos tratamento também são realizados por usuário no sistema SICLOM. Regularmente verificamos o SIMC para ver se existem novos casos para iniciar o tratamento para ILTB.
Desde o final de 2018 estamos monitorando os usuários vivendo com HIV/AIDS que podem realizar o tratamento de ILTB. Já foram realizados 244 tratamentos de ILTB em pessoas vivendo com o HIV, sendo 149 pessoas com isoniazida 300 mg por 6 meses, 35 tratamentos com isoniazida 300 mg por 9 meses, 52 pessoas que iniciaram tratamento com o esquema 3HP em 2023 e 8 inciaram em 2024 até o momento. Alguns por CD4 350 células/mm3, outros por PPD alterado ou IGRA reagentes.
No sistema SIMC já atualizamos GAP de ILTB de 158 usuários, tendo ainda 9 análises pendentes de usuários que já estão em tratamento em outra cidade e outros que abandonaram o tratamento e que não foram encontrados em nosso Município. Estamos no momento com 15 pessoas realizando o tratamento para ILTB com 3HP em doses supervisionadas semanais e 7 realizando o tratamento para ILTB com esquema Isoniazida 300mg/dia por 9 meses. O tratamento oportuno de ILTB das pessoas vivendo com HIV diminuiu o número de novos casos de tuberculose nessa população em nosso Município. De 2015 à 2018 (3 anos) foram notificados 25 casos de TB/HIV (média de 8,3 de casos/ano) e de 2019 à 2023 (4 anos) foram notificados apenas 28 casos (média de 7 casos/ano), sendo estes usuários em abandono e ou com diagnóstico tardio. Observando assim que os usuários assistidos com CD4
Tuberculose, ILTB, SIMC, SICLOM
Angela Alencar de Lima, Marcia Marques da Silva Fernandes