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Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP, 2025), o número de ocorrências envolvendo escorpiões aumentou substancialmente no território paulista em 2025, totalizando mais de 22 mil atendimentos, o que evidencia um crescimento nos acidentes com esses animais peçonhentos e reforça a necessidade de medidas preventivas e de saúde pública. Na UBS Dr Thersio Ventura, localizada na Zona Leste de São Paulo, vem-se observando nos últimos anos, a crescente presença de animais sinantrópicos no território, como escorpiões, aranhas e morcegos, gerando preocupações para a população local. Esse aumento pode estar diretamente relacionado às mudanças climáticas, ao acúmulo de lixo e entulho e, muitas vezes, à falta de ações preventivas adequadas. Tais animais, que normalmente vivem em ambientes selvagens, acabam se adaptando aos espaços urbanos, colocando em risco a saúde e a segurança das pessoas. Além disso, a subnotificação de casos de picadas e mordeduras dificulta o planejamento e a implementação de medidas eficazes para reduzir os riscos à saúde pública. A UBS Thersio Ventura, ao observar essa realidade no território, busca orientar a comunidade sobre os perigos envolvidos e destacar a urgência de medidas que possam garantir a proteção e bem-estar de todos e a falta de conhecimento pode gerar graves acidentes.
Promover educação em saúde para população sobre os cuidados necessários em casos de picadas e mordeduras de animais sinantrópicos, principalmente os escorpiões, reduzindo os riscos à saúde e aumentando a segurança da comunidade.
A metodologia do projeto foi baseada em uma abordagem educativa e colaborativa, envolvendo a comunidade, profissionais de saúde e educadores. Inicialmente, foi realizado um diagnóstico para identificar áreas de maior risco e o nível de conhecimento da população sobre acidentes com animais sinantrópicos. Em seguida, foram realizadas capacitações com os agentes comunitários, equipe de enfermagem, médicos e equipe núcleo de vigilância em saúde (NUVIS) para disseminar as orientações adequadas. AS ações de sensibilização foram conduzidas por meio de palestras, materiais educativos e ações digitais, garantindo que as informações cheguem a todos. Como estratégia de efetividade foi usado a ferramenta 156 como forma de notificação para gerar dados para trabalho mais ofensivo.
O projeto resultou na realização de 26 ações no território ao longo de sua execução. Foi realizada a capacitação das agentes comunitárias de saúde, seguida; Das cinco escolas previstas no planejamento, as atividades educativas foram efetivamente desenvolvidas em quatro unidades escolares; Durante as ações, 1.029 pessoas foram orientadas quanto à prevenção, identificação de riscos e manejo adequado de animais sinantrópicos; Observou-se aumento das notificações registradas pelo canal 156 e das demandas relatadas pelas agentes comunitárias de saúde, que passaram a comunicar sistematicamente os casos identificados no território, contribuindo de forma significativa para a redução da subnotificação. No território, estima-se que aproximadamente 80% da população nas áreas de abrangência das equipes 3 e 7 tenha sido orientada sobre os riscos.
O projeto desenvolvido na UBS Dr. Thersio Ventura evidenciou que o aumento de acidentes envolvendo animais sinantrópicos, especialmente escorpiões, representa um importante problema de saúde pública no território, intensificado por fatores ambientais, climáticos e pela subnotificação dos casos. As ações realizadas demonstraram que a educação em saúde, aliada à capacitação das equipes e à participação comunitária, constitui estratégia fundamental para a prevenção e redução de riscos. A ampliação do uso do canal 156 e o fortalecimento do papel das Agentes Comunitárias de Saúde contribuíram significativamente para a melhoria das notificações e para o planejamento de intervenções mais efetivas. Os resultados alcançados, como a realização de 26 ações, a orientação de mais de mil pessoas e a cobertura de cerca de 80% da população nas áreas das equipes envolvidas, reforçam a importância da continuidade dessas iniciativas. Conclui-se que a integração entre Atenção Primária, Vigilância em Saúde e comunidade é essencial para minimizar acidentes, reduzir a subnotificação e promover a segurança e o bem-estar da população frente aos riscos causados por animais sinantrópicos.
Acidente - Animais sinantrópicos
GABRIEL FREITAS CAVALCANTE, LUCIANA LOPES, EDUARDO MELO DA SILVA, LUCICLEIDE ROBERTO DE ALMEIDA, JONATHAN NASCIMENTO