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Em 2025, o município de Mendonça enfrentou elevada incidência da doença, exigindo fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, integração com a assistência e intensificação do controle vetorial. Mendonça, localiza-se a 461 km da Capital do Estado de São Paulo e 47 km da sede do DRS XV São José do Rio Preto, na região noroeste do Estado de SP a cerca de 530 metros acima do nível do mar com uma área física de 195 km² de superfície, sendo a sua topografia constituída por planalto e colinas de média altura tendo os rios Borá, Cubatão, Barra Mansa, Fartura e o córrego dos Bagres como suas principais fontes fluviais, com uma população estimada em 6.369 habitantes e com 100% de cobertura de ESF. Mendonça faz divisa ao leste com os municípios de Sales e Irapuã, ao sul com o município de Adolfo, ao oeste com o de José Bonifácio e ao norte com os municípios de Nova Aliança e Potirendaba. A dengue representa um importante desafio para a Vigilância em Saúde, especialmente em cenários epidêmicos e na circulação de sorotipos associados a maior gravidade, como o dengue vírus tipo 3 (DENV-3).
Relatar a experiência exitosa da Vigilância em Saúde e assistência do município de Mendonça no enfrentamento da epidemia de dengue em 2025, em contexto de circulação do sorotipo DENV-3.
Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, baseado em dados da Vigilância Epidemiológica municipal. Foram analisadas as notificações de dengue registradas em 2025 e descritas as estratégias adotadas, incluindo monitoramento diário das pessoas notificadas por meio de planilha compartilhada no Google Drive, possibilitando acompanhamento oportuno dos casos. O município recebeu visita técnica do Departamento Regional de Saúde (DRS), Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) e equipe de Endemias Estadual, fortalecendo o apoio técnico e às ações locais. Foram implantadas brigadas em prédios públicos, onde foram indicados profissionais para realizar essa ação de enfrentamento à dengue, intensificadas as ações de bloqueio e controle de criadouros e organizada a assistência em articulação com a rede de atenção à saúde.
No período analisado, registraram-se 1.573 notificações, resultando em 938 casos confirmados. Considerando a população estimada de Mendonça, a taxa de incidência foi de 14.577,12 casos por 100.000 habitantes, o que classifica o cenário como de alta transmissão conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, em cenário de circulação do DENV-3. Em comparação ao GVE XXIX de São José do Rio Preto, que compreende 67 municípios da região, a taxa de incidência foi de 7.415,97 x 100.000 habitantes. Enquanto no Estado, a incidência foi de 1.979,98 x 100.000 habitantes. Dentre os casos positivos, ocorreram 46 internações hospitalares e apenas 1 óbito, com letalidade menor que no GVE e no Estado. O monitoramento ativo permitiu identificação precoce de sinais de alarme e tomada de decisão oportuna. Foi garantida assistência 24 horas no Pronto Atendimento, com solicitação de hemograma para todos os grupos, conforme protocolos vigentes. A integração entre vigilância epidemiológica, vigilância sanitária/endemias e assistência contribuiu para a organização da resposta municipal e redução de desfechos de casos graves.
Diante da experiência vivenciada pelo município de Mendonça em 2025, evidencia-se que, medidas como o controle de criadouros, o fortalecimento da Vigilância em Saúde, aliado ao monitoramento sistemático dos casos, a vigilância epidemiológica oportuna, apoio técnico institucional, atuação contínua dos agentes de endemias e agentes comunitários de saúde, envolvimento da comunidade, e a assistência bem feita é fundamental para o enfrentamento e controle da dengue, mesmo em contexto de circulação do DENV-3.
dengue, vigilância em saúde, assitência
JOSIANE BERTONI DE SOUZA OLIVEIRA, ROSANA APARECIDA ATAÍDE, BRUNA SOUZA SILVA, MARTA ALVES DE SOUZA E SILVA, ADRIANO DE OLIVEIRA JUNIOR